Presidente Jair Bolsonaro em entrevista à CNN Brasil arrow-options
Reprodução/CNN
Presidente Jair Bolsonaro em entrevista à CNN Brasil

O presidente Jair Bolsonaro fez um panorama sobre o novo coronavírus , atuação de governantes e expectativas sobre o comportamento do sistema de saúde com o avanço da doença no Brasil em uma entrevista exclusiva à CNN Brasil exibida na noite de sábado (21). Segundo Bolsonaro, não haverá colapso no sistema de saúde e alguns políticos foram preciptados em suas ações. 

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Na entrevista, Bolsonaro considerou que os  governadores que decretaram quaretena em seus estados estão extrapolando. Eles estão dando uma "dose excessiva do remédio e que o remédio em excesso se torna um veneno". 

João Doria , governador de São Paulo, e  Wilson Witzel , governador do Rio de Janeiro, foram alvos de críticas do presidente. "O Doria é um lunático. Ele nega que usou o meu nome para se eleger governador e está se aproveitando para crescer politicamente", disse Bolsonaro. "O assunto (das discussões) tem que ser voltado somente para o problema que temos pela frente, que é o coronavírus."

Ele afirmou também que não de negou a fazer um pacto nacional para o combate do novo coronavírus com nenhum político ou autoridade. "Eu nunca neguei audiência com governador. Esses governadores que me criticam, em especial o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, sempre me criticaram", se defendeu.

Ele ainda disse que vai se reunir essa semana com todos os governadores que tiverem interesse, seja pessoalmente ou por videoconferência. Bolsonaro também ressaltou que não há crise com Luiz Henrique Mandetta , ministro da Saúde. 

"É uma crise fabricada pela imprensa. Não existe atrito, mas uma conversa entre nós. Ele (Mandetta) sabe que uma população em depressão perde imunidade e fica mais propensa a doenças."

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Medicamento contra a Covid-19 e o sistema de saúde do Brasil

Na entrevista, Bolsonaro também se manteve otimista em relação um remédio contra a Covid-19, doença do novo coronavírus, e a situação do sistema de saúde do Brasil. 

O predisente citou o  medicamento Reuquinol , que possui como princípio ativo a hidroxicloroquina , como arma contra a doença. "Existe a possibilidade, sim, de que o Reuquinol seja eficaz para tratar os portadores da COVID-19", disse.

Ele lembrou que os Estados Unidos estão analisando a eficácia da droga e reforçou, como já havia dito em suas redes sociais , que o hospital Albert Einsten já começou um protocolo de pesquisa sobre o medicamento. Bolsonaro ainda comentou que o laboratório Apsen, que produz o Reuquinol, se comprometeu a doar mais de 10 milhões de comprimidos. 

O presidente acredita ainda que, mesmo com o avanço do coronavírus em território brasileiro, que já registra casos em todos os Estados, não haverá um colapso na área de saúde. 

Gastos e futuro da economia do Brasil

Na entrevista, Bolsonaro não quis fazer previsões e nem falar se a previsão de crescimento anunciada pelo Ministério da Economia, de alta de 0,02% no PIB de 2020, será cumprida.

"Alguns economistas falam de crescimento negativo, mas vamos esperar. Faltam poucos meses para atingirmos o pico da contaminação ou até mesmo a cura da doença. Só aí vamos falar de economia. Minha preocupação é com a vida das pessoas e com o desemprego criado por esses governadores irresponsáveis".

Já em relação aos gastos, o presidente pede cautela. Para ele, será uma irresponsabilidade furar o teto, como pedem alguns economistas. Para ele, o Brasil precisa ter o limite para não voltar às “dívidas do passado”. 

Bolsonaro e o coronavírus

O presidente ainda comentou a suspeita de que estaria infectado pelo novo coronavírus e justificou o uso de " gripezinha " para se referir a Covid-19 . "Por várias vezes a imprensa queria que eu fizesse a terceira prova. Falei que estavam muito preocupados com a minha saúde e, depois de uma facada, estou tranquilo com esse vírus. Eu falei que seria uma ‘gripezinha’ para mim."


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