Mandetta
Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Luiz Mandetta (DEM), anunciou em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (19) novas medidas para lidar com o coronavírus.

A fala do ministro ocorre após o número de casos da COVID-19 no Brasil terem aumentado em quase 200 em 24h, chegando ao número de 621 diagnósticos positivos nesta quinta-feira (19). Sete mortes também foram confirmadas, cinco em São Paulo e duas no Rio de Janeiro.

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O ministro Luiz Mandetta explicou que está ocorrendo transmissão comunitária nos estados São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina e nas capitais de Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.

"A doença tem característica nacional mais que regional. Na próxima semana vamos ver isso muito mais claro e alterar nossas previsões de casos", disse o ministro.

A transmissão comunitária ocorre quando a fonte de transmissão, ou seja por quem a pessoa foi contaminada, não consegue ser identificada, podendo ser até múltiplas fontes.

Novos procedimentos

Devido ao aumento de casos de transmissão comunitária de coronavírus no país, os postos de saúde dos locais onde há esse tipo de transmissão mudaram alguns de seus procedimentos.

Pessoas que apresentarem febre e tosse, febre e dor de garganta, ou dificuldade respiratória irão receber máscaras . Elas serão encaminhadas  por recepcionista ou agentes comunitários de saúde para uma sala de isolamento respiratório.

Ele também afirmou que os postos de saúde darão atestados familiares . Familiares e pessoas próximas de pacientes com a síndrome gripal (sintomas de gripe) também receberão atestados médicos para permanecer, assim como o paciente, 15 dias em quarentena. 

A prioridade nos atendimentos será de pessoas de grupo de risco: idosos, pessoas com doenças crônicas, hipertensos, diabéticos, gestantes e puérperas até 45 dias após o parto e imunossuprimidos.

"A característica do coronavírus não é a letalidade individual", explicou o ministro. Segundo Mandetta, a expectativa é que 98% dos infectados tenham sintomas de gripe e ficarão curados, 2% ficarão em estado grave e que de 10% a 15% vão precisar de internação, mas não de CTI.

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Chegada do frio

O ministro da saúde Luiz Mandetta, lembrou na coletiva que o Brasil está entrando no outono, o que aumenta o número de casos de gripe por influenza e H1N1. 

"Nós terminamos o verão, estamos entrando no outono e inverno. nossos números de internação por gripe vao la em cima Então a influenza e o H1N1 aumentam muito. Se conseguirmos diminuir a influenza, aumenta a capacidade do nossos sistema e diminuir o coronavírus", afirma Mandetta, lembrando a importância da vacinação nesse cenário.

A campanha de vacinação contra a gripe vai priorizar idosos, profissionais de saúde e acamados. 

Por outro lado, ele lembrou que não é hora de todo mundo correr para o posto para tomar a vacina, para evitar filas e aglomerações. "O ideal é descentralizar a aplicação da vacina ao máximo", diz. "Secretários de Saúde, façam parcerias com farmácias, postos ambulantes e diminuam a concentração de idosos", orienta. 

O secretário de atenção primária à saúde, Erno Harzheim, também deu orientações como em caso de sintomas respiratório procurar o posto de saúde e não o serviço de emergência dos hospitais. 

A amamentação não deve deve ser interrompida em caso de síndrome gripal (sintomas de resfriado e gripe), apenas usar máscara e evitar falar e tossir durante mamada. 

Veja o número de casos de coronavírus por estados:

Sudeste

  • Espírito Santo: 11
  • Minas Gerais: 29
  • Rio de Janeiro: 65
  • São Paulo: 286

Centro-Oeste

  • Distrito Federal: 42
  • Goiás: 12
  • Mato Grosso do Sul: 7

Nordeste

  • Alagoas: 4
  • Bahia: 30
  • Ceará: 20
  • Paraíba: 1
  • Pernambuco: 28
  • Rio Grande do Norte: 1
  • Sergipe: 6

Sul

  • Paraná: 23
  • Santa Catarina: 20
  • Rio Grande do Sul: 28

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Norte

  • Acre: 3
  • Amazonas: 3
  • Pará: 1
  • Tocantins: 1


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