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Bolsonaro criticava participação de cubanos no Mais Médicos

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou em entrevista à "GloboNews" neste domingo (15) que o governo federal irá convocar todos os médicos cubanos que trabalhavam no programa Mais Médicos para ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus.

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Além dos estrangeiros, serão chamados estudantes de medicina que estiverem cursando a faculdade a partir do sexto ano para ajudar nas questões básicas de saúde devido ao coronavírus , totalizando cerca de cinco mil médicos. Segundo Gabbardo, a medida é necessária para ajudar a repor a quantidade de profissionais que, inevitavelmente, ficam doentes durante epidemias assim.

"A gente perde no transcorrer da doença. Mesmo que os sintomas deles [médicos] sejam leves, eles têm que ser isolados para não ficar transmitindo a doença para os seus pacientes", disse durante o programa televisivo.

Gabbardo ainda destacou que os profissionais serão convocados a partir desta segunda-feira (16). Até o momento, de acordo com o Ministério da Saúde, há 200 casos confirmados da doença no país e estima-se que o pico de contágios ocorra em até duas semanas.

Desde que assumiu o governo, o presidente Jair Bolsonaro criticava o programa Mais Médicos , criado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff. Por isso, em setembro do ano passado, foi lançado um novo programa, o Médicos pelo Brasil, que por uma ação do Congresso, ainda permitiu que os profissionais cubanos que estivessem no país pudessem ser integrados.

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Entre as críticas de Bolsonaro, estava a de que os médicos cubanos no país estavam aqui para "guerrilha e doutrinação" e que os médicos não eram qualificados para atender pacientes. Agora, por causa do coronavírus , todos os médicos cubanos que participaram do programa serão convocados pelo governo federal. 

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