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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Deputada Joice Hasselmann

Nova líder do PSL , a deputada Joice Hasselmann (SP) decidiu trocar, nesta terça-feira, os integrantes do partido na CPI das Fake News . A ex-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso substituiu aliados do presidente por deputados alinhados a ela. Agora ex-integrantes da comissão, Caroline de Toni (SC) e Filipe Barros (PR) eram considerados os maiores defensores de Bolsonaro no colegiado.

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A deputada trocou também os dois suplentes de Barros e Caroline. Carla Zambelli (SP) e Carlos Jordy (RJ) deixaram o colegiado. No racha do partido entre apoiadores de Bolsonaro e do presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), os dois também estão do lado do presidente da República.

Agora, são titulares do colegiado Júnior Bozzella (SP) e Nereu Crispim (RS), com os suplentes Delegado Waldir (GO) e Heitor Freire (CE). Todos são considerados "bivaristas", pelo alinhamento com o presidente da legenda.

A CPI das Fake News tem dado dor de cabeça para o governo. Com o objetivo de investigar o impulsionamento de mentiras nas eleições de 2018, o colegiado já ouviu depoentes que apontaram para Bolsonaro, como a própria Joice e o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP). Ambos ex-aliados do presidente, os dois disseram que há uma milícia virtual em apoio a Bolsonaro, comandada por aliados dele, que orquestra ataques contra seus adversários.

Em meio aos ataques, eram Caroline e Barros que faziam a defesa mais enérgica de Bolsonaro . Ainda no time de maiores aliados do presidente no Congresso, os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo, e Flávio Bolsonaro (Sem partido-RJ) integram a comissão. Eles, porém, não frequentam todas as reuniões do colegiado.

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Na semana passada, Joice se tornou líder do partido no lugar do deputado Eduardo Bolsonaro (SP). Aliados de Bivar, conseguiram recolher 21 assinaturas para fazer a troca. A mudança só foi possível porque, mais cedo, em mais um capítulo da briga interna do legenda, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu a decisão de Bivar pela suspensão da atividade partidária de 12 deputados bolsonaristas pelo período de um ano. O documento que desalojou Eduardo da liderança, também reconhecido por Maia, contou com a quantidade mínima necessária para a mudança.

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