Flávio Bolsonaro
Roque de Sá/Agência Senado
Flávio reconheceu que Aliança não será criada a tempo das eleições municipais

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido), filho do presidente Jair Bolsonaro , disse que as fichas de pesssoas mortas rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a criação da Aliança pelo Brasil foram "erro de preenchimento dos dados". Segundo o parlamentar, que será o vice-presidente da legenda, somente um dos apoiadores era morto.

"Após revisão dos dados inseridos no sistema do TSE, foram identificados que dos sete casos listados em relatório como 'eleitor falecido', seis foram preenchidos com o número errado do título de eleitor do apoiados, ou alguma outra falha técnica similar", disse Flávio por meio de nota.

Para que a legenda seja criada, ela precisa de 492 mil assinaturas de apoiadores espalhadas por pelo nove estados. Das fichas preenchidas até agora 76,8% foram consideradas inaptas pela Justiça Eleitoral. O percentual corresponde a 14 mil fichas recebidas até agora e supera as 5,5 mil que foram aprovadas.

Leia também: Assinaturas inválidas para criação da Aliança pelo Brasil chegam a 77%

O alto índice de rejeição das fichas se deve a uma regra que diz que somente pessoas desfiliadas podem apoiar a criação de novas legendas.

Pela primeira vez desde que o processo de criação da Aliança pelo Brasil, Flávio admitiu que o partido não será criado a tempo para participar das eleições municipais deste ano. O anúncio foi feito em um vídeo publicado na madrugada desta sexta-feira (6) no Twitter do senador.

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