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Marcos Corrêa/Presidência
Presidente Jair Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada

Um dia depois de um grupo de governadores divulgar uma carta aberta cobrando respeito ao pacto federativo, ignorada pelopresidente Jair Bolsonaro , os mandatários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul fizeram nesta terça-feira (18) um apelo por uma trégua  entre governo federal e os estados .

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Os três governadores — João Doria , Wilson Witzel e Eduardo Leite — estiveram juntos em um evento na capital paulista e convidaram Bolsonaro a participar da próxima reunião do Fórum de Governadores, marcada para abril.

"Se ele não puder ir, que nos convide. Os governadores irão até o Planalto sempre com altivez e equilíbrio para o diálogo", disse DoriaAo lado do paulista, Leite endossou o discurso de que governadores estão prontos para conversar com o presidente.

"Tanto é que, não tendo sido chamados, nós convidamos o presidente para que participe da próxima reunião dos governadores em abril. Se ele tiver disposição para que ela aconteça antes, estaremos prontos", afirmou o gaúcho.

Witzel reforçou que o distanciamento da relação entre governadores e Bolsonaro não é bom para ninguém. "É juntos que vamos resolver os graves problemas do país.Vamos acabar com esse diálogo que não é bom, essas afirmações inadequadas", disse.

Críticas

Os três se encontraram em um evento organizado pelo banco BTG Pactual. Apesar do pedido de trégua, eles repetiram ascríticas feitas nos últimos dias ao presidente. Gincana e bravata foram algumasdas expressões usadas por eles ao se referir às atitudes de Bolsonaro.

Ontem 20 governadores divulgaram uma carta aberta contra o presidente pelas declarações feitas por ele sobre as investigações da morte domiliciano Adriano da Nóbrega pela Polícia Civil da Bahia. No início deste mês, um grupo maior — de 24 mandatários estaduais — publicou outra carta protestandocontra as acusações de Bolsonaro no debate sobre a redução de impostos doscombustíveis.

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Nesta terça-feira, o presidente voltou à carga e colocou sob suspeita a imparcialidade da polícia baiana na apuração da morte de Nóbrega. "Se existe alguma desconfiança é interesse de todo oBrasil que ela seja trazida à tona e trabalhada. Mas não por simples desafio a governadores. A nossa disposição é sentar e conversar", afirmou Leite.

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