Agência Brasil

Adriano da Nóbrega
Reprodução / Polícia Civil
Adriano Nóbrega morreu durante um confronto com a polícia no último domingo (9).

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (15) que condecorou o miliciano Adriano da Nóbrega em 2005 porque, na época, o capitão era considerado um herói no Rio de Janeiro . A fala foi feita após Bolsonaro participar da inauguração da alça de ligação da Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha.

"Sem querer defendê-lo, desconheço a vida pregressa dele. Naquele ano [2005], ele era herói da Polícia Militar". Bolsonaro destacou também não ter ligações com a milícia do Rio. "Não conheço a milícia do Rio de Janeiro, não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio de Janeiro. Zero."

O ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) foi morto no último dia 9 no município de Esplanada, na Bahia. Nóbrega era investigado por diversos crimes e procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele era também acusado de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Franco.

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Ao lado do pai, o senador Flávio Bolsonaro, sem partido, explicou a homenagem que fez a Nóbrega, em 2005. "Eu, como deputado estadual, homenageei centenas e centenas de policiais militares que venciam a morte todos os dias, que sobreviviam à troca de tiros contra traficantes e vou continuar defendendo", disse. "Não adianta querer vincular à milícia, porque não tem nada com milícia. Condecorei Adriano há mais de 15 anos", completou.

Cerimônia religiosa

Após a inauguração da alça rodoviária, o presidente participou da celebração religiosa de homenagem aos 40 Anos da Igreja Internacional da Graça de Deus, na Praia de Botafogo, na zona sul da cidade.

Ao chegar ao palco, o presidente foi aplaudido e disse que "o Brasil é laico, mas o presidente é cristão. O Brasil está mudando", ressaltou. "Tem governo que respeita a família, deve lealdade a seu povo e acredita em Deus.”

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Ao final, Bolsonaro agradeceu os votos e disse que o apoio dos evangélicos o ajudou a "vencer os obstáculos". O presidente deixou o local do evento por volta das 17h.

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