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Rousinei Coutinho/SCO/STF
Procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República Augusto Aras , adiou, pela segunda vez, o corte de aproximadamente 50 assessores que atuam em setores de investigação dentro da Procuradoria-Geral da República ( PGR ), que afetaria áreas como o grupo da Lava-Jato, a perícia, a cooperação internacional e a secretaria responsável por investigações criminais perante o STF.

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A proposta de corte foi publicada em uma portaria de dezembro, revelada pelo GLOBO, e provocou mal-estar dentro da PGR , porque teria sido feita sem diálogo com os outros subprocuradores e pegou a todos de surpresa.

Após a revelação, Aras adiou os cortes para fevereiro. Agora, nova portaria publicada nesta sexta-feira prorrogou o prazo dos cortes para o dia 4 de maio. A equipe do procurador-geral ainda tenta definir os detalhes do remanejamento de assessores, para evitar impactos ao funcionamento dos diferentes setores dentro da PGR. Por isso, foi necessário um novo adiamento. Até o dia 15 de abril, as unidades afetadas deverão informar a lista dos assessores que desejam manter em seus quadros.

"As chefias das demais unidades alteradas por esta portaria deverão encaminhar, até o dia 15 de abril de 2020, as indicações dos servidores com as respectivas unidades que serão mantidas na estrutura para publicação de ato com a definição da estrutura funcional e descrição dos cargos em comissão e funções de confiança das unidades constantes do quadro anexo", diz a nova portaria.

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A portaria também prevê que os 74 subprocuradores-gerais da República , último degrau da carreira, vão ganhar um novo assessor para cada subprocurador. Isso foi um dos elementos de desgaste, porque o corte de determinadas áreas foi feito para possibilitar aumento na estrutura dos gabinetes dos subprocuradores.

Na nova portaria desta sexta-feira, Aras estabelece um prazo até 14 de fevereiro para que os gabinetes enviem os nomes dos novos funcionários, para que sejam nomeados até 2 de março.

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