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Defesa do ex-presidente pretende defender que a sanção do juiz de garantias dá forças ao argumento de que Moro foi imparcial no julgamento; entenda

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Adriana Spaca / FramePhoto / Agência O Globo
Ex-presidente Lula foi à ONU contra atuação de Moro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usar a criação do juiz de garantias, sancionado por Jair Bolsonaro no último dia 25 de dezembro, em uma ação contra a atuação do ex-juiz Sergio Moro na Organização das Nações Unidas (ONU). As informações são da Folha de S.Paulo

Lula questiona na ONU suas condenações na Justiça brasileira e já havia anexado à ação as conversas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas pelo The Intercept Brasil . Em uma nova atualização, a defesa do ex-presidente pretende defender que, ao sancionar o juiz de garantias, Bolsonaro reconheceu que o País está inadimplente com tratados internacionais. 

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Segundo a defesa, isso dá forças ao argumento de que Moro foi parcial no julgamento do petista. Em 2016, o petista já havia afirmado à ONU que a inexistência do juiz de garantias era "uma anomalia da lei brasileira". 

O agora ministro da Justiça, por sua vez, já se posicionou contra a criação do  juiz de garantias após a sanção. "Sancionado hoje o projeto anticrime. Não é o projeto dos sonhos, mas contém avanços. Sempre me posicionei contra algumas inserções feitas pela Câmara no texto originário, como o juiz de garantias. Apesar disso, vamos em frente", escreveu em sua conta do Twitter. 


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