Jair Bolsonaro
Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro alega que não tem "nada a ver" com o caso do filho, o senador Flávio Bolsonaro.

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta quinta-feira (19) que não tem "nada a ver" com as investigações que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou contra o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), a respeito de desvio de verbas. "Se eu afundar, vocês afundam juntos", disse o presidente. 

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Na portaria do Palácio da Alvorada , Bolsonaro disse que não ia comentar sobre a operação deflagrada nesta quarta-feira (18) contra Flávio. “O Brasil é muito maior do que pequenos problemas. Eu falo por mim. Problemas meus podem perguntar que eu respondo. Dos outros, não tenho nada a ver com isso”. 

Ainda na Alvorada, Bolsonaro foi questionado sobre uma possível perseguição do Ministério Público do Rio de Janeiro contra seu filho. Na visão do presidente, Wilson Witzel , que é seu adversário político, teria algum grau de envolvimento. “Vocês sabem o caso Witzel, que foi amplamente divulgado. A inteligência levantou. Já foram gravadas conversas de dois marginais usando meu nome para dizer que sou miliciano”, disse, sem deixar claro de qual gravação ele estaria falando.

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 O presidente, que hoje tenta consolidar a 34ª legenda partidária Aliança Pelo Brasil , ainda citou investigações que ele considera como injustas. “Ainda querem achar que eu estou no caso Marielle. Uma quarta-feira, onde quarenta minutos depois da ligação do porteiro, que não foi para a minha casa, eu estava em Brasília, não estava lá [no Rio]. Vamos supor que se o João quisesse matar a Marielle no Rio, ele ia estar em Roraima naquele dia para dizer que não estava lá.”

Para o Ministério Público do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro é suspeito de receber parte dos salários (esquema conhecidos como 'rachadinhas') dos seus assessores por meio de esquemas operados por Fabrício Queiroz.  O caso passou a ser investigado há cerca de um ano quando o Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) indicou operações financeiras atípicas nas contas do ex-assessor. Nesta quarta-feira (18) o órgão deflagrou uma operação para dar continuidade às investigações. 

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