Deputado
Reprodução/Facebook
Nas imagens, Daniel Silveira discute com mulher em lanchonete de universidade

Um caso ocorrido no final da última semana, e que ganhou as redes sociais nesta segunda-feira (9), colocou o deputado federal Daniel Silve (PSL), que quebrou placa em homenagem a deputada Marielle Franco em um evento no Rio de Janeiro, no centro de mais uma polêmica.

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Desta vez, ele aparece discutindo com uma mulher na lanchonete de uma universidade particular em que estuda, na cidade de Petrópolis (RJ). Além de trocar acusações, os dois chegam a cuspir um no outro e o deputado até empurra a moça, que ameaça chamar a polícia.

A discussão teria se iniciado após a mulher dizer que o local é "mal frequentado", enquanto olhava para o deputado. Na sequência, ela afirma ter sido chamada de gorda, o que é rebatido por Daniel : "você tá falando por mim. Imagina se eu te ofendo falando que você tá obesa. O que é fato, mas isso não me diz respeito".

"Você é ridículo, fascistas não passarão", dispara a mulher, antes de cuspir no deputado.

"Se você me cuspir eu vou te levar presa. Faz de novo pra você ver se eu não te algemo e te levo presa", ameaça o parlamentar. Na sequência, a discussão segue até que o deputado cospe na direção da mulher, recebe outra cusparada e acaba a empurrando.

Neste momento, a moça se afasta, afirmando que foi agredida e que chamará a polícia. "Chama a polícia, pô, chama! É mole? Que audácia. Tá filmado, pode chamar a polícia . Vamos ver quem é que manda aqui", diz o deputado, sorrindo para a câmera e se afastando da mulher.

Já distante, enquanto ela faz a ligação, o deputado diz que a moça é uma "vagabunda", "psolenta abusada" e que está "dando uma de Jean Wyllys ": "o mundo está diferente, achando que pode ficar cuspindo em mim, com essa saliva psolenta. Vai acabar me passando uma doença".

O vídeo completo, que tem cerca de 18 minutos, foi gravada em uma live pelo deputado e compartilhado nas redes sociais. Após ligar para a polícia, a mulher volta a discutir com Daniel, afirma diversas vezes que "não é do nível" dele, antes de deixar o local.

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No trecho final, o deputado recebe o apoio de algumas pessoas que chegam ao local após a discussão e passa a conversar com pessoas que participavam da live. "Por mim, podemos deixar isso para lá. Se ela quiser levar à frente, podemos levar. Mas, se quiser esquecer, deixamos assim. Eu não tenho raiva dela, ela que tem raiva do mundo", finaliza.

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