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Pasta está com execução baixa dos principais programas sob o comando de Ricardo Salles; Fundo da Amazônia está com 4 das 10 vagas desocupadas

Ricardo Salles arrow-options
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Pasta comandada por Salles está esvaziada

O ministério do Meio Ambiente está com 25 dos cargos de comando desocupados e execução baixa do orçamento previsto para os principais programas da pasta comandada por Ricardo Salles , mostra um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo . Das 10 funções de comando da chamada Secretaria de Florestas e Desenvolvimento Sustentável, criada pelo ministro para administrar o Fundo da Amazônia , quatro estão sem ninguém em atividade. O programa é o principal utilizado no combate às queimadas.

Já na Secretaria de Ecoturismo, que possui 11 posições, sete estão vagas e também há esvaziamento na Secretaria de Biodiversidade, com cinco cadeiras desocupadas. 

Sem nomes no comando e na tentativa de resolver esse problema, o Ministério do Meio Ambiente recorre ao improviso.

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O atual secretário da Qualidade Ambiental, André Luiz Felisberto França, por exemplo, tem acumulado o comando da Secretaria de Florestas. Nos demais postos de confiança e que dependem de nomeações diretas de Salles, a maioria deles é ocupada por funcionários de formação militar.

Ao todo, o Ministério do Meio Ambiente possui hoje 120 posições, envolvendo todos os cargos do Ministério Meio Ambiente. Isso siginifica que de cada cinco postos de trabalho, um está vazio.

Nesta semana, Salles está em Madrid, na Espanha, para participar da Conferência do Clima (COP-25) — que o Brasil rejeitou sediar neste ano — e falar sobre as ações feitas pelo governo no setor.