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Governo vai usar drones e câmeras nas fardas dos policiais para filmar as operações realizadas; nove morreram durante ação em baile funk

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Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Doria admitiu possibilidade de rever protocolos dos policiais

O governador João Doria disse nesta quinta-feira (5) que ficou chocado com as agressões da Polícia Militar (PM) durante um caso ocorrido em outubro em que um baile funk foi dispersado. No último domingo (1º), uma ação policial no Baile da 17 , em Paraisópolis , deixou nove pessoas mortas após a PM conduzir uma multidão para vielas e usar balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Logo após a tragédia, na segunda-feira, Doria disse que o protocolo de atividade dos policiais não mudaria e que atuação dos oficiais foi adequada. Três dias depois, no entanto, o governador evitou fazer críticas aos pancadões e admitiu a possibilidade de ajustes na conduta policial.

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"Se existirem falhas e elas forem apontadas, aqueles que falharam serão punidos", disse Doria  durante evento no Palácio dos Bandeirantes. "Independentemente disso, a Polícia Militar e a Polícia Civil já foram orientadas a rever protocolos e identificar procedimentos que possam melhorar e inibir, senão acabar, com qualquer perspectiva da utilização de violência e de uso desproporcional de força."

A partir dessa quinta-feira, a PM vai começar a contar com drones e câmeras nas fardas dos agentes para filmar todas as ações policiais. "Tecnologia de ponta para combater o crime e proteger a população”, afirmou Doria sobre a Dronepol, como foi nomeada a frota de drones.