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Após encontro com mães de vítimas, Doria defendeu punição para abusos e segurança de familiares. Também diz que operações precisam de melhorias

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Governo do Estado de São Paulo
"Não podemos transformar esse episódio num confronto entre polícia e a população e não podemos criminalizar nem a a comunidade e nem a polícia", diz Doria

O governador João Doria (PSDB) moderou nesta quinta-feira a sua defesa da atuação da Polícia Militar no episódio que culminou na morte de nove jovens em um baile funk na favela de Paraisópolis no último domingo.

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Na segunda-feira, Doria havia afirmado que “nada mudaria” na segurança pública da cidade após a tragédia. Mas após reunir-se com mães de vítimas e receber vídeos de abusos policiais, o governador admitiu a necessidade de melhorias nas operações e a Não podemos transformar esse episódio num confronto entre polícia e a população e não podemos criminalizar nem a a comunidade e nem a políciao”.

– A polícia já foi orientada [após o episódio] para rever protocolos e inibir, se não acabar, qualquer tipo de abuso que possa ocorrer. É inaceitável que a melhor polícia do Brasil use de força desproporcional e desnecessária, sobretudo quando não há reação dos cidadãos. Eu mesmo fiquei muito chocado quando vi as imagens do vídeo de outubro em que um PM agride desnecessariamente jovens saindo de um local fechado – disse Doria, em coletiva nesta quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes.

Na quarta-feira, Doria recebeu sete mães de vítimas, dois líderes comunitários de Paraisópolis , além de representantes da Defensoria Pública e da OAB. O governador afirmou que foi questionado por uma das mães, preocupada com sua própria segurança após as críticas à operação policial de domingo. Doria diz ter selado um compromisso de que não haverá reação policial que ameace a segurança dos envolvidos na tragédia.

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— Não podemos transformar esse episódio num confronto entre polícia e a população e não podemos criminalizar nem a a comunidade e nem a polícia – afirmou Doria .