Manuela D'Ávila
Marcelo Camargo/ABr
Manuela D'Ávila

A candidata à vice-presidente nas eleições de 2018 e ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) divulgou, nesta quarta-feira (6), uma carta aberta à Joice Hasselmann, após a deputada federal do PSL ter relatado estar sofrendo ameaças desde que se distanciou do governo. No documento, divulgado em sua rede social, Manuela se solidariza com a parlamentar diz entender o que ela estar vivendo nas "mãos da milícia digital".

"Não é mesmo nada fácil ser mulher e cair nas mãos da milícia virtual que governa o Brasil. Não é nada fácil ver como eles envolvem aos nossos para buscar nos destruir emocionalmente. Eles buscam nos liquidar, Joice, nos levar às lágrimas. Como te levaram na tribuna ontem, como me levam quase todos os dias há longos quatro anos", escreveu  Manuela .

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Joice chorou na tribuna da Câmara dos Deputados, na última terça-feira, ao relatar os ataques e ameaças que têm recebido nas redes sociais. A pesselista se emocionou quando falou sobre as reações de seus dois filhos adolescentes, que perguntaram por que perfis insistiam em chamá-la de "porca".

Na carta escrita por Manuela, a ex-deputada relata os ataques que sofreu e envolviam seu enteado e sua filha pequena. Em um dos pontos, Manuela conta que, em 2015, sua filha levou um tapa quando tinha apenas 45 dias por causa de um boato.

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"Ela tinha 45 dias e uma mulher bateu nela!!! Sabe por quê? Porque acreditou que o pano que a enrolava havia sido comprado em Miami", relata Manuela. Por fim, a ex-deputada federal pede à Joice para que a parlamentar denuncie seus agressores .

"Joice, eu sou sinceramente solidária a você, porque sei o que você está vivendo. Mas queremos que e precisamos que você fale. Sobre você, claro. Sobre sua dor. Diferente de mim, que fui vítima e pouco sabia sobre meus algozes, você esteve com eles até há pouco. Você pode e deve falar. Você pode informar a polícia, ao poder judiciário e a opinião pública tudo o que sabe sobre essa gangue que espalha mentiras para destruir as pessoas e que assim, governar ao Brasil", disse Manuela

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