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Ali Kamel afirma que uma fonte "absolutamente próxima" do presidente procurou a emissora para dizer que ia estourar "uma grande bomba"

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Reprodução/Acervo Globo
Ali Kamel faz acusações sobre advogado de Bolsonaro


O diretor geral de jornalismo da TV Globo , Ali Kamel, afirmou em nota interna aos funcionários da emissora que o advogado de Jair Bolsonaro, Prederick Wasseff, negou a existência dos áudios na portaria do condomínio após a citação do presidente no caso Marielle Franco. As informações são da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. 

Ali Kamel divulgou uma nota para parabenizar os jornalistas envolvidos na reportagem, veiculada no Jornal Nacional no último dia 29. "Hoje sabemos que o advogado de Bolsonaro , no momento em que nos concedeu a entrevista, sabia da existência do áudio que mostrava que o telefonema fora dado, não à casa do presidente, mas à casa 65, de Ronnie Lessa", afirmou. 

Kamel também questionou o fato de o presidente ter dito que recolheu todas as gravações "antes que fossem adulteradas". "Por que os principais interessados em esclarecer os fatos, sabendo com detalhes da existência do áudio, sonegaram essa informação?", disse. 

O diretor da TV Globo afirma ainda que uma fonte "absolutamente próxima" da família Bolsonaro foi quem procurou a emissora em Brasília para dizer que "ia estourar uma grande bomba, pois a investigação do caso Marielle esbarrara num personagem com foro privilegiado."

"Eu estranhei: Por que uma fonte tão próxima ao presidente nos contava algo que era prejudicial ao presidente? Dias depois, a mesma fonte perguntava: a matéria não vai sair?", relatou Kamel. 

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Investigadores do caso Marielle Franco pretendem ouvir novamente o porteiro condomínio Vivendas da Barra, onde vivia um dos suspeitos do crime, o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa.  O objetivo é apurar se o funcionário cometeu falso testemunho ao afirmar que alguém da casa número 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro, autorizou o acesso ao condomínio de outro suspeito do assassinato de Marielle , o ex-PM Élcio de Queiroz, no dia do crime.