bolsonaro e filipe martins
Reprodução/Twitter/filgmartin
O presidente Jair Bolsonaro ao lado do assessor especial da Presidência, Filipe Martins

Mesmo depois de o presidente Jair Bolsonaro  (PSL) pedir desculpas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela publicação de um  vídeo em que é representado como um leão e compara a Corte, partidos e entidades a hienas que o atacam, um de seus auxiliares mais próximos resolveu insistir na metáfora. Pelo Twitter, o assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins , escreveu na tarde desta terça-feira (29) que "o establishment" é "um punhado de hienas".

"O establishment não gosta de se ver retratado, mas ele é o que ele é: um punhado de hienas que ataca qualquer um que ameace o esquema de poder que lhe garante benefícios e privilégios às custas do povo brasileiro. Isso só mudará quando o Brasil se tornar uma nação de leões", afirmou Martins na rede social. O assessor integra a comitiva de Bolsonaro na viagem por cinco países da Ásia, que está na última parada, na Arábia Saudita.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. PauloBolsonaro isentou o filho Carlos Bolsonaro do tuíte e disse que “publicará uma matéria” pedindo desculpas. "Foi uma injustiça, sim, corrigimos e vamos publicar uma matéria", disse.

Pela manhã, questionado sobre a crítica do ministro decano do STF , Celso de Mello, que chamou a postagem de 'atrevimento sem limites',  Bolsonaro abandonou a entrevista que concedia à imprensa brasileira.

O vídeo publicado nas suas redes sociais, na tarde desta segunda-feira, mostra um leão, representando Bolsonaro, cercado por hienas. Os animais são identificados como diversas entidades e movimentos, entre eles o STF, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o PSL, seu partido. Cerca de duas horas após a publicação, o vídeo foi apagado das contas do presidente.

Na manhã desta terça, o presidente em exercício Hamilton Mourão disse que não havia visto o vídeo e que acha que o material foi publicado por alguém com acesso às redes sociais de Bolsonaro, mas não soube apontar quem.

"Ver eu não vi, só ouvi os comentários. Acho que foi alguém que postou, alguém que tem acesso à rede social dele, não sei quem. E ele, obviamente, quando viu, ele tirou", declarou Mourão a jornalistas, na chegada ao Palácio do Planalto.

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No início da tarde, ele destacou que Bolsonaro já pediu desculpa, "muito claramente" e disse achar que isso "vira a página". Para o presidente em exercício, a repercussão "que tinha que ter" já aconteceu e Bolsonaro teve a humildade de reconhecer o erro, ao contrário do assessor .

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