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Debandada online ocorre após a parlamentar Joice Hasselmann deixar a liderança do governo no Congresso e criticar clã do presidente Bolsonaro

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Myke Sena/Fotoarena/Agência O Globo
Foram 61 mil seguidores a menos no Instagram e 45 mil no Facebook em apenas 24 horas.

No centro da crise interna no PSL , a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), retirada da liderança do governo no Congresso, perdeu 61 mil seguidores no Instagram e 45 mil no Facebook em 24 horas, de acordo com levantamento do GLOBO.

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A "debandada online" ocorre após a deputada assinar uma lista de apoio à permanência de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara. Bolsonaro articulou para que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), assumisse seu lugar, mas não teve sucesso.

Apesar da redução de sua base online, a parlamentar conta com 2,3 milhões de seguidores no Facebook e 1,7 milhão no Instagram .

Joice está entra os deputados federais com maior número de interações (curtidas e compartilhamentos) nas redes sociais. Levantamento do GLOBO, em fevereiro, mostrou que ela liderava a lista de 50 deputados federais mais influentes no Facebook no início do mandato.

Desde que deixou o posto de líder, Joice tem usado as redes sociais para criticar o clã Bolsonaro .

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Nesta sexta-feira, a deputada compartilhou uma montagem em que seu rosto aparece numa nota de R$ 3 e que chegou a ser usada por Eduardo para atacá-la. A ex-líder do governo no Congresso usou a imagem para rebater as investidas que tem recebido nas redes sociais, após se posicionar sobre a saída forçada do cargo e sobre o presidente.

Na publicação, Joice chamou a foto de "presentinho da milícia digital", que afirmou não temer. A pesselista ainda mandou um recado para o clã Bolsonaro : "Não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado".

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Não é a primeira vez que aliados se tornam alvos de grupos bolsonaristas , após discordâncias com o presidente. Em maio, o Movimento Brasil Livre (MBL) perdeu em três dias 158 mil seguidores em seus perfis nas principais redes sociais, após a convocação de protestos em defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro ser criticada pelo movimento.