Um postulante à Presidência da República que se vende como “anticandidato”. Defende a pena de morte, um imposto único sobre movimentações financeiras e uma autoestrada no estilo europeu ligando o Brasil de Norte a Sul.
Apesar do patrimônio de R$ 8,8 milhões, arrecadou só R$ 214 mil em doações e terminou em último lugar, com 62 mil votos. Essa foi a campanha presidencial de Luciano Bivar , dirigente do PSL, em 2006.
Doze anos mais tarde, ele encontrou em Jair Bolsonaro , fenômeno da direita nas redes sociais, uma chance para alavancar o partido que fundou em 1998. Fechou um acordo para que o então homem de confiança de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, controlasse as contas da sigla por um ano. Depois, Bivar retomaria o PSL e desfrutaria das benesses do bolsonarismo. O resultado superou qualquer expectativa: a bancada eleita de 53 deputados proporcionou um fundo partidário de R$ 8 milhões por mês.
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Transformado num partido rico, o PSL ficou pequeno para Bivar e Bolsonaro. Disposto a assumir o controle dos recursos da legenda, o presidente da República tentou reduzir os poderes de Bivar com o auxílio de dois advogados próximos a ele. A expectativa era que o dirigente deixasse o comando do partido. Não tiveram sucesso.
De volta após um tratamento de saúde, Bivar deflagrou na última quinta-feira punições contra os deputados que declararam solidariedade a Bolsonaro
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