Eduardo Bolsonaro
Jorge William / Agência O Globo
PSL não deve punir o deputado Eduardo Bolsonaro em meio à crise partidária

No meio do fogo cruzado entre o PSL e o presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) não deve ser punido com a destituição da presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. A assessoria jurídica da Câmara entende, com base no Regimento Interno, que deputados que foram eleitos pelo colegiado para comandar as comissões não podem ser retirados unilateralmente pelos líderes.

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Além do entendimento da assessoria jurídica da Câmara, não há orientação dentro do PSL para comprar briga com o terceiro filho do presidente Jair Bolsonaro. Além da Comissão de
Relações Exteriores, Eduardo Bolsonaro também é titular da subcomissão especial Centro de Lançamento de Alcântara, titular da Subcomissão que trata da Crise na Fronteira da Venezuela com o Brasil e suplente na Subcomissão Permanente de Organismos Internacionais.

Ontem, o líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (GO), destituiu de cargos em comissões e lideranças os deputados: Carlos Jordy (RJ), Filipe Barros (PR), Alê Silva (MG) e
Aline Sleutjes (PR). Filipe Barros, da ala olavista do partido, era vice-líder do PSL na Câmara e titular na CPMI das Fake News. Carlos Jordy perdeu cargos na liderança do partido. Aline Sleutjes participa de algumas comissões, mas não tem nenhum cargo importante.

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Eduardo Bolsonaro participa do evento do PSL em São Paulo e, segundo integrantes da cúpula da legenda, o clima era amistoso. No mesmo evento, o senador Major Olímpio (PSL-SP)
acusou o '03' de estar conspirando com os advogados eleitorais Karina Kufa e Admar Gonzaga, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para implodir o PSL. Segundo o
senador, a crise no PSL foi criada por pessoas com projeto de poder cujo objetivo seria ter acesso ao fundo partidário. Ele também afirmou que o presidente estaria cercado por
pessoas que levam informações falsas a ele sobre o partido.

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