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Caso é o de um suposto enriquecimento ilícito do ministro entre 2012 e 2018 e ele diz que as alegações são "absurdas" por destoarem do inquérito

Ricardo Salles com bandeira do governo do Brasil ao fundo arrow-options
Jorge William / Agência O Globo - 1.8.19
Salles disse que acusações são absurdas

O procurador de Justiça de São Paulo Ricardo Dias Leme pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , em um inquérito civil que investiga um suposto enriquecimento ilícito entre 2012 e 2018. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo , Leme disse a evolução patrimonial de Salles é "no mínimo curiosa".

Segundo Leme, ele Salles teria aumentado seu patrimônio em 604%. “É no mínimo curioso que alguém que percebeu a média de R$ 1.500,00 de rendimentos mensais da advocacia em 2013, antes de assumir o cargo de Secretário Particular do Governador, que não possuía rendimentos superiores a cerca de R$ 12.445,00, líquidos em agosto de 2014, possa ter tido uma variação patrimonial de 604% entre 2012 e meados de 2018", observou.

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O pedido do Ministério Público Estadual já havia sido recusado em primeira instância, mas o autor requerimento Ricardo Manuel Castro recorreu ao Tribunal de Justiça, que fica sob competência da Procuradoria-Geral de Justiça.

No documento, Leme ainda diz que o ministro do Meio Ambiente ‘ostenta condenação por improbidade administrativa’, se referindo a um processo da época em que Salles era secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele foi acusado de favorecer empresas de mineração em 2016 nos mapas de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

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Em resposta, Salles disse que as alegações de enriquecimento são "absurdas" por destoarem do conteúdo que consta nos processos. Já no caso envolvendo as empresas de mineração ele afirmou que ainda se trata de uma decisão que corre em primeira instância que ainda não foi para o Tribunal.