Prédio do TRF-3
Flickr/CNJ
Tentativa de homicídio ocorreu após procurador invadir prédio do TRF-3

O procurador Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção , que invadiu um escritório do prédio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região ( TRF-3 ) e tentou matar a juíza Louise Filgueiras , vai passar por uma perícia médica. A decisão de encaminhamento é da Advocacia-Geral da União ( AGU ) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ( PGFN ).

De acordo com o comunicado, uma equipe multidisciplinar composta por médico, psicólogo e assistente social "atuará para melhor avaliar a situação e prestar todo o apoio necessário ao procurador, familiares e demais colegas". Os órgãos apontaram que a medida tem como objetivo preservar a integridade física de Assunção e de terceiros, assim como contribuir para os esclarecimentos dos fatos.

"A AGU reitera lamentar profundamente o episódio, se solidariza com a magistrada e reafirma seu respeito pelo Poder Judiciário", conclui a nota. Ainda na noite de quinta, o advogado-geral da União, André Mendonça, determinou a abertura de sindicância investigativa no âmbito da instituição.

Ocorrência

Segundo o relato de funcionários à polícia, Assunção parecia estar em surto psicótico e gritava que estava ali "tentando acabar com a corrupção". A juíza havia sido convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, que está de férias. Ainda segundo testemunhas, o procurador jogou uma jarra de água contra a juíza, que já estava ferida pelo golpe de faca no pescoço. O corte foi superficial, segundo a polícia.

Aparentemente, o procurador entrou no gabinete de forma aleatória, depois de descer alguns degraus pelas escadas do prédio, que fica na Avenida Paulista. A juíza trabalhava em sua mesa e teria sido surpreendida por Assunção.

Leia também: Procurador invade escritório e tenta matar juíza em tribunal em São Paulo

O procurador foi preso em flagrante pela Polícia Federal. Segundo o site Consultor Jurídico, os seguranças que o detiveram disseram que ele afirmava que deveria ter entrado armado no tribunal, “para fazer o que Janot deixou de fazer”.

Na semana passada, o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, disse que entrou armado no Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar

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