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Presidente afirmou que está sendo atacado 'de forma virulenta' por alguns países e que a Europa está comprando a floresta amazônica; entenda

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Reprodução
Bolsonaro fez a declaração durante uma live nesta quinta-feira (19)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em sua live do Facebook na noite desta quinta-feira (19), que é atacado "de forma virulenta" por alguns países que o apontam como o responsável pela destruição da Amazônia. "Nós sabemos que queimada tem todo ano, infelizmente, quer que faça o que? Tem. Até por uma questão de tradição", afirmou.

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Bolsonaro argumentou que "o caboclo e o índio" ateiam fogo na mata para plantar. "Tem aqueles que fazem de forma criminosa também", completou. O presidente afirmou ainda que alguns países da Europa batem no governo brasileiro "duramente" e disse estar "na cara" que será cobrado durante a Assembleia Geral da ONU na próxima semana, nos Estados Unidos. 

"Porque que alguns países da Europa batem na gente duramente? Porque eles queriam que eu voltasse desses grandes eventos, voltasse pra cá e demarcasse mais duas dúzias de reservas indígenas, mais 30 ou 40 quilombolas", declarou.

O presidente ainda acusou países europeus de estarem comprando a floresta por meio de repasses do Fundo Amazônia e afirmou que as queimadas acabariam caso demarcasse mais territórios indígenas. 

"O índio o que ele quer é ter uma vida semelhante a nós. E os países querem mantê-los de forma primitiva, como se fossem pré históricos", completou. 

Apesar do desmatamento na Amazônia ter crescido a partir de 2012, foi em 2019 que ele atingiu índices mais elevados. Um aumento de 82%. Para a Human Rights Watch, o aumento tem relação com o discurso do presidente Jair Bolsonaro e medidas do governo, tais como a tentativa de transferir a Fundação Nacional do Índio (Funai) para a pasta da Agricultura e cortes de recursos do Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).