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Introdução da nutrição endovenosa é um retrocesso em relação à evolução do presidente nos últimos dias; lentificação intestinal foi a principal causa

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Reprodução/Twitter Jair Bolsonaro
Após dias de melhora, presidente apresentou problema intestinal e alimentação oral foi interrompida

Após três dias de melhora contínua no estado de saúde, o presidente Jair Bolsonaro apresentou durante a madrugada desta quarta-feira (11) um quadro de lentificação intestinal e distensão abdominal, o que levou seus médicos a decidirem pela suspensão da alimentação oral e a  introdução da nutrição endovenosa (alimentação por meio de sonda) no tratamento, segundo boletim médico divulgado pela manhã.

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Em razão dos problemas intestinais, os médicos decidiram submeter Bolsonaro à passagem de uma sonda nasogástrica (tubo que vai de seu nariz até seu estômago para nutrição ou drenagem). Seus exames, contudo, continuam estáveis. Segundo o boletim, o presidente permanece sem dor, afebril e sem disfunções orgânicas.

A introdução da nutrição endovenosa é uma diferença em relação à evolução do presidente nos últimos dias. Até esta terça-feira, o presidente estava se alimentando com uma dieta líquida, à base de água, chá, gelatina e caldo ralo. A expectativa é de que nos próximos dias o presidente começasse a comer alimentos pastosos.

De acordo com o boletim, a reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e "ocorrerá no momento oportuno". O presidente entregou o cargo interinamente até quinta-feira ao vice-presidente Hamilton Mourão.

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Nesta terça-feira (10), o porta-voz afirmou que Bolsonaro deveria voltar a exercer o cargo a partir de quinta-feira mesmo do hospital . Com a mudança no quadro clínico do presidente, no entanto, não há confirmação de que isso ocorrerá de fato, uma vez que, por ordens médicas, Bolsonaro segue com visitas restritas.