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Divulgação/Agência Senado/Edilson Rodrigues
Senador era acusado de fazer parte d chamado "quadrilhão do PT"

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal ( STF), determinou o arquivamento da investigação contra o senadorJaques Wagner (PT-BA) por supostos crimes contra a Petrobras, no chamado "quadrilhão do PT". Fachin argumentou que, em dois anos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não apresentou provas contra o petista.

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Jaques Wagner era suspeito de participar de uma suposta organização criminosa formada por políticos do Partido dos Trabalhadores para cometer crimes contra a Petrobras. Dos dez investigados, a PGR ofereceu denúncia contra oito pessoas: os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff; os ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo Silva; João Vaccari Neto e Edinho Silva.

A defesa de Jaques Wagner fez o pedido de arquivamento no mesmo processo em que a o STF já havia arquivado outra investigação, contra o ex-ministro Ricardo Berzoini. Em abril, a Segunda Turma entendeu que, após mais de dois anos, a PGR não conseguiu reunir provas contra Berzoini dos fatos narrados pelos delatores Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. 

Fachin entendeu que a situação dos dois casos era semelhante pois a PGR não indicou outras diligências investigativas contra Jaques Wagner.

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Segundo a acusação de Janot, teria sido desviado da Petrobras R$ 1,5 bilhão de reais ao longo dos 14 anos em que a suposta organização criminosa vigorou. Segundo as investigações da Operação Lava Jato, os valores possibilitaram o pagamento de propinas pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e Engevix, que tinham contratos com a Petrobras.

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