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Deputado filho do presidente disse que está 'confiante e esperançoso' com a indicação, que seu pai sugeriu poder rever: "Tudo é possível na política"

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 14.8.19
Eduardo Bolsonaro diz que sua indicação à embaixada nos EUA está mantida

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse, nesta terça-feira (20), que a sua indicação para a embaixada do Brasil em Washington está mantida. Na manhã de hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PSL)  admitiu a possibilidade de desistir de indicar o terceiro filho para o cargo.

"Quem é que falou que não está mantida? Está mantida, gente, pelo amor de Deus. Estou confiante e esperançoso", disse Eduardo Bolsonaro , sobre a declaração do pai.

Questionado sobre a possibilidade de desistir da indicação, em meio à possibilidade de derrota, o presidente afirmou que "tudo é possível" na política.

"Você, por exemplo, está noivo. A noiva é virgem. Vai que você descobre que ela está grávida. Você desiste do casamento? Na política, tudo é possível. Eu não quero submeter o meu filho a um fracasso. Acho que ele tem competência", comentou Bolsonaro.

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Para Eduardo, a declaração do pai não foi um recuo sobre a indicação, mas apenas uma avaliação sobre eleições de forma geral. "Quando se faz uma eleição, você pode ser aprovado ou não aprovado. É isso", disse o deputado.

Embora tenha dito em julho que indicaria o filho na volta do recesso, Bolsonaro ainda não formalizou a escolha 20 dias depois do início do segundo semestre legislativo. Aliados do presidente no Congresso admitem que ele está receoso com a possibilidade de ser derrotado.

Informalmente, integrantes da Comissão de Relações Exteriores, que o sabatinará, dizem que há oito integrantes contrários à indicação; sete, a favor; e quatro indecisos. Na tentativa de ganhar votos, Eduardo tem feito visitas a senadores.

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Se rejeitado pela comissão, Eduardo Bolsonaro pode ainda ser aprovado pelo plenário do Senado. Seus apoiadores admitem que, além do colegiado, a Casa também está dividida. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), têm monitorados os votos diariamente.