Tamanho do texto

Presidente afirmou que mudança ocorre por problemas de 'gestão e produtividade', mas não entrou em detalhes sobre a substituição; entenda

Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR - 7.8.19
Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (15), durante uma entrevista coletiva, que irá substituir osuperintendente da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, por problemas de "gestão e produtividade". Bolsonaro não entrou em mais detalhes sobre o motivo da troca nem sobre quando ela será concretizada. O presidente mencionou a decisão quando foi perguntado sobre possíveis mudanças na Receita Federal.  

Leia também: Depois de Frota, PSL trava embate com deputada que denunciou laranjal

"Todos os ministérios são passíveis de mudança. Vou mudar, por exemplo, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Motivos? Gestão e produtividade", disse Bolsonaro , na saída do Palácio da Alvorada. 

 Questionado sobre se teve problemas com o superintendente, Bolsonaro disse que há problemas em todas as áreas e lembrou o anúncio feito na quarta-feira, também durante uma entrevista no Alvorada, sobre a troca de diretores de hospitais federais do Rio de Janeiro:

"Temos problemas, no Brasil todo, em todas as áreas. Como já falei para vocês, quem estava aqui ontem, vou trocar alguns diretores de hospitais. Não quero esperar acontecer o problema para tomar uma solução."

O presidente explicou que ainda não tem um substituto definido:

"Nome ainda não tenho. Não vou entrar em detalhes. É sentimento. Eu tenho que aprofundar, eu tenho que resolver os problemas do Brasil todo. Qualquer superintendência, até o Comando Militar, se por ventura, tiver alguma coisa errada..."

Acordos da Lava-Jato

Saadi está no cargo desde fevereiro. Delegado federal desde 2002, foi o titular durante seis anos do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional. O órgão da PF atua em prol da cooperação com investigadores de outros países e foi importante nos acordos internacionais firmados pela Lava-Jato. No início do ano passado, ele deixou o departamento e, em junho, assumiu a Superintendência da PF no Rio Grande do Sul.

Bolsonaro disse nesta quinta-feira que ele é o responsável por tomar decisões no governo e que "pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão":

"Como eu sou o responsável, sou o capitão, por coincidência fui capitão duas vezes, do Exército e do Brasil, e eu tenho que tomar decisão. Sempre disse, aprendi no meio militar, pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Então, se tiver que mudar, a gente muda. O único que levou facada e ralou quatro anos para chegar aqui fui eu. Ponto final. O povo confiou em mim o destino da nação. Eu tenho que decidir."