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Presidente disse que há 'muitos bons nomes' e afirmou que ainda tem tempo para decidir; ele havia prometido fazer o anúncio até o fim desta semana

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Marcos Corrêa/PR - 7.8.19
Bolsonaro disse que anunciaria o novo PGR na próxima sexta (16)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14) que a escolha do novo procurador-geral da República (PGR) está "difícil" porque existem "muitos bons nomes". Bolsonaro ressaltou que ainda tem tempo para tomar uma decisão, mas não deixou claro se anunciará o indicado na sexta-feira (16), como havia prometido. O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, termina no dia 17 de setembro.

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"Eu tenho tempo ainda. Está difícil a escolha, tem muitos bons nomes", afirmou Bolsonaro sobre o próximo PGR , durante visita à cidade de Parnaína (PI)".

Bolsonaro foi questionado se o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, é de esquerda, como dizia uma publicação compartilhada pelo perfil do presidente no Facebook, mas pontuou que "não é esse detalhe" que vai interferir na escolha, e sim o posicionamento em determinadas questões, como ambiental e de minorias. Ele também disse que quer alguém preocupado em "destravar a economia".

"Não é esse detalhe. Eu quero uma pessoa que esteja alinhado com o futuro no Brasil. Não seja xiita na questão ambiental, na questão de minorias, na questão indigenista, entre outros. Queremos um PGR que esteja preocupado em destravar a economia também", disse Bolsonaro .

Na terça-feira, Bolsonaro recebeu o subprocurador Mario Bonsaglia, o mais votado da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e outros dois subprocuradores que tentam o cargo fora da lista, Bonifácio Andrada e Antonio Carlos Simões Martins Soares.

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O nome mais cotado para a PGR nos bastidores do Planalto é do subprocurador Augusto Aras, também que corre por fora da lista e já foi recebido por Bolsonaro ao menos quatro vezes. O presidente também conversou na semana passada com o subprocurador Paulo Gonet, que tem o apoio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).