A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde foi ocupada na manhã desta segunda-feira por um grupo de indígenas em um ato pela "defesa do subsistema de atenção à saúde indígena". Mulheres de várias regiões do país participam nesta semana da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas.
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O grupo, segundo o G1, teve acesso ao 4º andar do prédio, onde os indígenas dançaram e cantaram. Servidores acionaram a Polícia Militar do Distrito Federal, que reforçou a segurança no local. Segundo coordenadores do ato, o protesto reuniu cerca de 115 etnias diferentes.
- Não vamos aceitar a municipalização da saúde indígena. Nós, mulheres , não temos a obrigação de aceitar qualquer imposição que venha destruir a nossa saúde, a nossa vida - disse Sônia Guajajara, coordenadora nacional da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Abip).
Os manifestantes estão acampados no gramado da Funarte desde domingo. A programação da marcha prevê uma audiência nesta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar sobre a violação dos direitos indígenas . Para amanhã, está programada a abertura da Marcha das Margaridas e também uma sessão sessão solene na Câmara dos Deputados.