Tamanho do texto

Ação, denominada Monograma, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Fernando Pimentel, ex-governador de Minas Gerais

Pimentel arrow-options
Manoel Marques/Imprensa MG - 25.8.16
PF mira ex-governador petista em ação contra lavagem e crimes eleitorais

A Polícia Federal faz na manhã desta segunda-feira uma nova operação contra o ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT). Na ação de hoje, denominada Monograma, a PF cumpre mandados debusca e apreensão em endereços ligados ao petista e visa o combate à lavagem de dinheiro e crimes eleitorais.

Leia também: Witzel terá que devolver diária recebida por folga na Argentina

Desdobramento da Operação Acrônimo, da qual o Pimentel já foi alvo outras vezes, a Monograma tenta elucidar a suspeita de crimes eleitorais nos quais empresas de consultoria teriam simulado a prestação de serviços para o recebimento de vantagens ilícitas em valores superiores a R$ 3 milhões.

A PF se baseia na colaboração premiada do empresário Benedito Rodrigues, conhecido como Bené. De acordo com ele, ,os valores recebidos vieram de atuação do  petista  em favor de uma empresa do Uruguai.

A defesa de Pimentel afirmou que a ação causa estranhamento, uma vez que a Operação Acrônimo "já adotou todas as medidas possíveis" e se refere a fatos de 2014.

Leia também: Deltan de esquerda? Bolsonaro compartilha ataque contra procurador

A Operação Acrônimo  teve início em maio de 2016 e mirou empresários que doaram para partidos políticos na campanha de 2014. O principal alvo foi Benedito Rodrigues de Oliveira, o Bené, dono de gráfica em Brasília, uma das quatro pessoas presas na primeira ação.