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Presidente, que recebeu em seu gabinete a viúva do militar, Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, elogiou o ex-chefe do DOI-Codi durante a ditadura

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Agência Câmara/Agência Brasil
"Um herói nacional", diz Bolsonaro sobre o coronel Brilhante Ustra

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quinta-feira (8), que coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, famoso por sua atuação durante a dituradura militar, é um "herói nacional". O presidente havia acabado de recerber, em seu gabinete, Maria Joseíta Silva Brilhante Ustra, viúva do militar.

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"Tem um coração enorme. Eu sou apaixonado por ela. Não tive muito contato, mas tive alguns contatos com o marido dela enquanto estava vivo. Um herói nacional que evitou que o Brasil caísse naquilo que a esquerda hoje em dia quer", disse o presidente sobre Brilhante Ustra .

Brilhante Ustra foi chefe, entre setembro de 1970 e janeiro de 1974, do DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar. Nesse período, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, segundo a Comissão Nacional da Verdade, que apurou casos de tortura e sumiço de presos. Ele morreu aos 83 anos durante tratamento contra um câncer.

 O coronel foi o primeiro militar brasileiro a ser julgado e condenado por um crime de tortura durante o regime militar, em um julgamento que terminou em 2008. Em 2012, ele foi condenado a pagar indenezação para a família do jornalista .Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em 1971.

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Essa não é a primeira vez que Bolsonaro exalta a memória do torturador condenado. Durante a votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, ele dedicou seu voto favorável ao militar. "Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra , o pavor de Dilma Rousseff", disse o então deputado.