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Ex-ministro se sente traído pelo presidente, mas quer continuar na política e vê atual governador de São Paulo com chances de vitória para o Planalto

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Valter Campanato/ABr
Gustavo Bebianno se sentiu traído por Bolsonaro e vê Doria com boas chances para 2022


Ex-Secretário-Geral da Presidência e primeiro ministro demitido por Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno se sentiu traído pelo presidente. Em entrevista à Folha de S. Paulo , o advogado confirmou que acha que Bolsonaro se tornou autoritário após as eleições e que seus filhos atrapalham o Planalto. Em outro trecho da entrevista, diz qu vê com bons olhos um apoio a João Doria em 2022.

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O atual governador de São Paulo não assume publicamente ser candidato a presidente daqui três anos, mas é tido como a escolha do PSDB para o Planalto. Com as mudanças no partido, ganhou mais força e se tornou um líder da sigla, se aproximando inclusive do empresário carioca Paulo Marinho, aliado de Gustavo Bebianno e, assim como o advogado, importante para que Bolsonaro conseguisse a vitória.

"Outros nomes deverão surgir. Mas hoje acho João Doria o melhor nome para a próxima eleição", disse o ex-ministro à Folha .

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Sem nunca ter sido candidato a algum cargo público, Gustavo Bebianno foi o responsável por atrair Jair Bolsonaro ao PSL. Na época, o então deputado federal procurava uma sigla que acolhesse a sua candidatura a presidente. Quando estava quase fechado com o Patriotas, foi convencido pelo advogado a ir para o PSL.

Durante as eleições de 2018, Gustavo Bebianno assumiu interinamente a presidência nacional do PSL e foi o braço direito de Bolsonaro, acompanhando o então candidato nas viagens. 

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Foi  Bebianno também que convenceu o empresário Paulo Marinho a apoiar o capitão. Os programas eleitorais de Bolsonaro foram gravados na casa do empresário, hoje aliado de Doria e possível candidato tucano à prefeitura do Rio de Janeiro em 2020.