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Em ofício, ministro aponta "crimes de ameaça, contra a honra e de incitação ao crime" supostamente cometidos por jornalista filiado ao PDT, que disse, em vídeo no Youtube, que Bolsonaro e a família "precisam ser assassinados"

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Carolina Antunes/PR
Sergio Moro recomendou que Bolsonaro represente contra youtuber por ameaça em vídeo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar supostos crimes de "ameaça, contra a honra e de incitação ao crime" que teriam sido cometidos por um youtuber.

Em vídeo publicado no canal "Nada Mais que um Cigarro", o jornalista Vinicius Guerrero (que é filiado ao PDT) reclama das declarações de Bolsonaro  sugerindo conhecer o paradeiro do pai do presidente da OAB , Felipe Santa Cruz, desaparecido durante a ditadura militar.

"Eu quero ver o que você vai fazer quando os brasileiros dignos enterrarem você, sumirem com você", diz Guerrero. "Não tem mais condição de aceitar um b**** como Bolsonaro no poder. Ele tem que ser assassinado. Ele e a família", afirmou o jornalista, em outro trecho do vídeo – que foi retirado do ar.

Em ofício enviado à PF e copiado ao próprio Bolsonaro, Moro diz que as declarações de Guerrero "podem representar, entre outros, crimes de ameaça, contra a honra e de incitação ao crime contra o Presidente da República". O ministro pede ainda que a Polícia Federal avalie se as condutas do youtuber se enquandram em crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

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"Diante da gravidade dos fatos narrados, requisito à Polícia Federal a abertura de inquérito policial e adoção de providências imediatas com vistas à apuração do caso crimes de ameaça, contra a honra e de incitação ao crime", escreveu o ministro.

Moro sugeriu ainda que Bolsonaro encaminhe representação para o crime de ameaça para que, assim, a PF dê sequência ao inquérito.