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Escolha será feita um mês antes do fim do mandato de Raquel Dodge, disse o presidente. Nome ainda precisará ser sabatinado e aprovado pelo Senado

Raquel Dodge e Bolsonaro arrow-options
Divulgação/Governo de Transição
Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (20) que pretende indicar o novo procurador-geral da República até 17 de agosto, um mês antes do fim do mandato da atual PGR Raquel Dodge. A antecedência é necessária porque o nome escolhido ainda precisa ser sabatinado e aprovado no Senado , para que a indicação seja efetiva.

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Questionado sobre o assunto durante entrevista na saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, Bolsonaro antes perguntou aos repórteres qual era a data do fim do mandato de Raquel Dodge na PGR — que vai até 17 de setembro.

"Uns 30 dias antes, então, mais ou menos no máximo 17 de agosto vai ter fumacinha branca", afirmou, fazendo uma referência à fumaça simbólica expelida pela Capela Sistina para anunciar a escolha de um novo papa.

Esta é a corrida para PGR mais acirrada da instituição. Estão na disputa pelo cargo os três nomes mais votados na lista tríplice formada por uma votação interna da categoria — na ordem de votos, são eles: o subprocurador Mário Bonsaglia, a subprocuradora Luiza Frischeisen e o procurador regional Blal Dalloul — e também dois outros nomes que correm por fora da lista: a atual PGR Raquel Dodge , que busca um segundo mandato, e o subprocurador Augusto Aras.

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Cabe ao presidente da República indicar o PGR , com base em critérios exigidos constitucionalmente como tempo de serviço. A lista tríplice, porém, vem sendo respeitada pelos presidentes da República desde 2003 na escolha de um nome, como forma de prestigiar a vontade da categoria. Bolsonaro até agora não se comprometeu de que irá respeitar a lista e tem dado declarações vagas sobre a escolha.