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Em entrevista para a revista "Época", juiz responsável pela operação no Rio diz que investigação não terá fim, embora falte intensidade em mais estados

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FÁBIO MOTTA
Lava Jato falhou ao não chegar ao Judiciário, diz Marcelo Bretas

O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava-Jato no Rio, reconheceu uma falha relacionada à ausência de denúncias sobre juízes, promotores e procuradores. “A operação (Lava-Jato) deixou a desejar em relação ao Judiciário e ao MP. Há a sensação também de que não existe Lava-Jato com a mesma intensidade em outros estados”, disse Bretas, em entrevista à revista Época .

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Bretas disse discordar da tese de que as investigações foram parciais, uma reclamação clássica de petistas. “Os partidos mais envolvidos foram os ligados ao Poder Executivo, simples assim. E aqui no Rio, no caso, o MDB foi mais atingido que o PT porque era quem governava”, afirmou.

O magistrado acrescenta com uma informação de tirar o sono da classe política e empresarial brasileira. “Não para de chegar material, só não andamos mais rápido na operação por falta de pessoal. A verdade é que a Lava Jato não terá fim, ela é o novo normal.”

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Bretas  preferiu o silêncio quando lhe foi perguntado sobre a notícia da semana — a decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, de suspender investigações nas quais dados bancários tenham sido compartilhados, sem autorização judicial, por órgãos de controle como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).