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Delação de ex-ministro envolve algumas das maiores instituições financeiras do país; citados negam acusações

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Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ex-presidentes petistas teriam favorecido bancos em troca de doação, revela ex-ministro

Em delação premiada homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Edson Fachin, o ex-ministroAntonio Palocci afi rma que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimento nos governos dos ex-presidentes  Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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Em trechos de sua delação obtidos pelo Globo, Palocci citou os termos dos acordos do PT com as instituições financeiras e o que elas receberam em troca. O ex-ministro afirma, por exemplo, que ele e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega davam a executivos dos bancos, em reuniões num escritório na Avenida Paulista, informações privilegiadas como a antecipação de mudanças na taxa de juros pelo Banco Central.

As afirmações de Palocci envolvem ainda influência em decisões do BNDES e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fusões empresariais e outras relações comerciais para beneficiar instituições que doaram ao PT.

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Os bancos, as demais empresas, o PT e os ex-integrantes dos governos petistas citados — Mantega e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho — afirmam que o relato de Palocci é mentiroso e que não cometeram irregularidades.

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