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Deputado passou a ser considerado persona non grata na família do presidente após ter atacado Eduardo Bolsonaro em convenção do PSL

IstoÉ

Alexandre Frota
Reprodução/Wikipedia
Alexandre Frota, eleito deputado federal pelo PSL em São Paulo


Após defender a destituição do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) da presidência do PSL paulista, o deputado Alexandre Frota (PSL-SP) passou a ser considerado persona non grata na família Bolsonaro. A esposa do presidente, Michelle, já recomendou a assessores que vetem qualquer agenda solicitada por Frota, e o senador Flávio tem atuado para minar as ações do deputado junto ao Ministério da Cidadania.

Brasil à venda

Nem só na reforma da Previdência repousam as esperanças do ministro Paulo Guedes para recuperar a economia. O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, apresentou a empresários de São Paulo, na quinta-feira (27), o programa de privatizações do governo Bolsonaro. Com a venda de estatais, o governo pretende atingir uma receita este ano de US$ 20 bilhões (R$ 80 bilhões), dos quais R$ 50,6 bilhões já estão entrando no caixa da União. A maior contribuição vem da comercialização de subsidiárias da Petrobras, incluindo os R$ 33,5 bilhões da venda da TAG (Transportadora Associada de Gás). A Petrobras ainda venderá a Liquigás. Com as concessões de aeroportos, ferrovias e portos, vai se chegar a R$ 8 bilhões.

BNDESPar

Mattar também contabiliza o ingresso este ano de R$ 147,6 bilhões no caixa da União por meio dos desinvestimentos que o governo fará no BNDESPar (R$ 108,3 bilhões), na Caixa (R$ 16,2 bilhões), no Banco do Brasil (R$ 12,7 bilhões) e no Tesouro (R$ 10,4 bilhões). O governo também deve se livrar das debêntures que tem na Vale, no IRB e na Neoenergia.

Potencial

O programa coordenado por Salim Mattar prevê que o potencial na venda de ativos da União pode atingir R$ 990 bilhões, quase o valor de R$ 1 trilhão que a Reforma da Previdência pode trazer. Estão incluídos aí os R$ 490 bilhões com a venda de estatais (o Brasil tem 134 empresas federais). Por enquanto, salvam-se o BB, a Caixa e a Petrobras.

Rápidas

  • Depois da polêmica das lagostas, o Supremo Tribunal Federal (STF) pretende renovar os 45 sofás das salas dos ministros. A licitação com a tomada de preço para sofás de luxo foi encerrada na última semana de junho. O custo dos novos móveis será de R$ 170 mil.
  • Dez profissionais do MEC trabalham na revisão do material didático para as escolas públicas visando 2020. A ordem do ministro Abraham Weintraub é que sejam retiradas todas as referências à ideologia de gênero.
  • O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), virou alvo do TCU, acusado de desmontar a política ambiental, sobretudo com o contingenciamento de 90% dos recursos para a Política Nacional sobre Mudança do Clima.
  • O senador Styvenson Valentim (Pode-RN) apresentou um projeto de lei pra lá de polêmico. Quer implantar a castração química para estupradores. O projeto prevê a castração cirúrgica se o criminoso for reincidente.

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Retrato falado


Doria e Moro
Reprodução
"O Brasil precisa mais de Moro, e menos de Lula", disse o governador de São Paulo, João Doria

O governador João Doria (PSDB), que já está com o bloco na rua para a sucessão presidencial em 2022, cutucou o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que também pretende ser candidato à reeleição. Homenageou o ministro da Justiça, Sergio Moro, entregando-lhe a medalha da Ordem do Ipiranga na última sexta-feira 28. Doria rasgou elogios ao ministro, vitima de ataques por parte de petistas , que comemoram a invasão criminosa das suas comunicações. A campanha para 2022 já começou.

É dando que se recebe

Muitos deputados estão ansiosos com a possível volta do toma lá dá cá, tão abominado pelo presidente Jair Bolsonaro. É que líderes governistas têm prometido que haverá a liberação de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para cada deputado que votar a favor da reforma da Previdência. O problema é que, para isso acontecer, o governo teria que ter no cofre da União pelo menos R$ 6 bilhões para distribuir. E não tem. Vale lembrar que, ao longo de 2019, o governo liberou apenas R$ 3 milhões em emendas para todos os 513 parlamentares. Apesar da renovação, pouca coisa mudou no Congresso. Lamentavelmente, o vício do cachimbo fez a boca torta.

Toma lá dá cá

Major Olímpio
Pedro França/Agência Senado - 23.4.19
Senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do governo no Senado



Por que senhor defendeu a pena de morte ao sargento preso com 39 kgs de cocaína no avião presidencial?
Eu defendi pena de morte para o traficante militar na aeronave da FAB porque no Código de Processo Penal Militar existe essa previsão. Se nós estivéssemos em situação de guerra, sem dúvida, a punição para esse sujeito seria a pena de morte.

Foi muito grave?
Cometeu um ato de traição ao País.

O senhor é a favor da pena de morte no Brasil?
Eu defendo a pena de morte ao longo dos meus 41 anos de serviço policial. A pena capital deve ser aplicada a criminosos irrecuperáveis, assassinos contumazes, traficantes de drogas contumazes, estupradores e indivíduos perturbados pela extrema violência do que praticam.

Pressão do centrão

Integrantes do Centrão trabalham para que a reforma da Previdência seja votada somente em setembro, apesar da vontade do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ser a de votar até o recesso. A intenção do Centrão é pressionar o governo pela liberação de cargos e emendas antes da votação.

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O candidato comunista

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não esconde mais que deseja disputar a Presidência da República em 2022. Nas redes sociais, vem se contrapondo como o principal antagonista do presidente Bolsonaro. O problema é que seu partido é tradicional aliado do PT, e Lula, mesmo na cadeia, vem falando em reeditar a candidatura de Haddad a presidente.


Flávio DIno
Divulgação
Flávio Dino (PCdoB), governador do estado do Maranhão, quer se candidatar à Presidência

Trabalho não ajuda

O que joga contra Dino é o seu próprio trabalho no Maranhão, que não é bem avaliado. Em cinco anos, foram poucas as melhorias no estado, que passa por sérios problemas na área de saúde. Além disso, o PT no Maranhão é aliado tradicional do MDB de Sarney, poderoso chefão do estado. Sem o apoio do PT, uma candidatura do PCdoB não decola.

Arregaçando as mangas


Deputado Célio Studart
Reprodução/Instagram
Deputado Célio Studart (PV-CE)

Em apenas cinco meses, os deputados da atual legislatura já apresentaram em torno de 2,9 mil projetos de lei. O número é 55% superior ao volume do ano passado, quando foram apresentados 1,8 mil projetos. O campeão de propostas é o deputado Célio Studart (PV-CE), que apresentou 129 projetos de lei.