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Como era esperado entre os parlamentares, Casa optou por manter chefe do executivo municipal no cargo; foram avaliadas três denúncias diferentes

Crivella
Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Vereadores do Rio de Janeiro votam pedido de impeachment ao prefeito Marcelo Crivella (PRB)

Como já era previsto na Câmara Municipal do Rio, ao fim da votação de três artigos, a Casa optou por rejeitar o pedido de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella nesta terça-feira. O placar final teve 13 vereadores a favor da saída de Crivella, e 35 contra. Houve apenas uma abstenção, de Cesar Maia (DEM), entre os 49 parlamentares presentes.

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Ao todo, foram três votações sobre o impeachment de Crivella :

VII - Praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática;

VIII - Omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município sujeito à administração da Prefeitura;

X - Proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.
Em todas, Crivella conseguiu mais de dois terços de apoio da Casa. Ao fim do rito, vereadores da oposição, que votaram a favor do impeachment do prefeito do Rio, protestaram segurando pedaços de pizza congelada. Paulo Pinheiro (PSOL) explicou que eles até tinham preparado o "lanche", mas que ele sumiu durante o cerimonial. O jeito, foi improvisar.

Um outro movimento importante para Crivella nesta terça-feira, foi a desfiliação do ex-secretário da Casa Civil, e atual vereador, Paulo Messina . Após seguidas críticas à administração do prefeito, o desgaste parece ter chegado ao limite: Messina foi desfiliado do PRB de Crivella .

A sessão foi agitada e chegou a ter pico de luz no início. O primeiro vereador a discursar, e que mudou o voto, foi Marcelino Almeida (PP). Em abril, ele foi a favor da abertura do processo de impeachment. Agora, seu partido, por iniciativa do ex-governador Francisco Dornelles, fecha uma aliança com o prefeito, visando a tentativa de reeleição em 2020.

"Depois de cinco mandatos nunca vi tanta CPI nesta casa. Quem senta na cadeira do prefeito até erra. Mas seus colaboradores têm que orientá-lo. Voto consciente contra o impeachment, e não faço isto para puxar o saco do prefeito. Não entendo esta tentativa de dar um golpe. Isto é covardia contra Crivella", afirmou o parlamentar.

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Quem também discursou, foi Luiz Carlos Ramos (Podemos). Relator do processo, ele afirmou que relatório foi isento.

"É com muita tranquilidade que discordo do relatório. Fizemos um estudo aprofundado, acompanhado pela oposição. As testemunhas foram categóricas ao dizerem que não foram pressionadas para emitir parecer. A controladora Márcia Andrea, por exemplo, disse que agiu com a sua consciência. A legislação é clara quando prevê que os contratos devem ser desequilibrados com a manifestação da controladoria e da procuradoria do município. Não posso desfazer as falas e os pareceres dos servidores. Reparamos os fatos. A impopularidade do prefeito, se ou não má gestão, não é objeto da denúncia. Não fomos parciais como diz a oposição, pois em caso do afastamento do prefeito isso poderia favorecer a candidatura do deputado Marcelo Freixo. A comissão agiu de forma imparcial", disse Ramos Filho.

Ao fim do rito, deputados que votaram a favor do impeachment de Crivella protestaram segurando pedaços de pizza congelada. Paulo Pinheiro (PSOL) explicou que eles até tinham preparado o "lanche", mas que ele sumiu durante o cerimonial. O jeito, foi improvisar.

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