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Somando os crimes pelos quais serão indiciadas, a mãe do garoto e sua companheira podem ser condenadas a uma pena de 57 anos de prisão

Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR - 7.6.19
Bolsonaro citou o caso do menino Rhuan, morto cruelmente aos 9 anos, para defender a prisão perpétua no Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), usou as redes sociais, nesta terça-feira (18), para comentar o caso do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, que foi assassinado aos 9 anos de idade pela mãe, em maio, no Distrito Federal (DF). Em sua declaração, Bolsonaro aproveitou para defender a prisão perpétua.

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"O chocante caso do menino Rhuan , que teve seu órgão genital decepado e foi esquartejado pela própria mãe e sua parceira, é um dos muitos crimes cruéis que ocorrem no Brasil e que nos faz pensar que infelizmente nossa constituição não permite prisão perpétua", escreveu o presidente.

A declaração de Bolsonaro foi publicada no Twitter, dias depois da repercussão do caso. Rhuan morreu na noite do dia 31 de maio, na cidade de Samambaia. O resultado do laudo da vítima revela que ele levou 12 facadas, sendo uma no peito enquanto dormia.

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De acordo com a Polícia Civil, ele ainda se assustou e se levantou da cama, ficando ajoelhado ao lado da mãe antes de receber mais golpes. Depois de matarem Rhuan, Rosana Auri da Silva Cândido e sua companheira, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, esquartejaram, degolaram a criança e tentaram queimar partes do corpo na churrasqueira da casa onde moravam.

Além disso, há cerca de um ano, o menino já havia tido seu órgão genital decepado . De acordo com a polícia, a mãe do garoto teria alegado que Rhuan gostaria de "ter nascido menina".

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As duas mulheres, que estão presas desde o dia 1º de junho, serão indiciadas por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem a possibilidade de defesa da vítima; lesão corporal gravíssima; tortura e ocultação de cadáver e fraude processual, pois tentaram limpar a cena do crime contra Rhuan , lavando os cômodos da casa. Somando todos os crimes, ambas podem ser condenadas a uma pena de 57 anos de prisão.