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Pela segunda vez, presidente pede ministro protestante na Suprema Corte

Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro voltou a defender um evangélico como ministro do Supremo

O presidente Jair Bolsonaro criticou durante a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia. Durante um café da manhã com jornalistas em Brasília, na manha desta sexta-feira (14), o chefe do Executivo comentou sobre o julgamento da Suprema Corte, que igualou a homofobia ao crime de racismo.

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"A decisão é completamente equivocada", disse Bolsonaro , que afirmou que, ao tipificar a homofobia como racismo, o STF estaria entrando na esfera penal e, portanto, legislando.

Ainda de acordo com o presidente, a decisão prejudica, principalmente, os próprios homossexuais. "Ninguém vai querer oferecer emprego a um homessexual depois dessa decisão", analisou.

O presidente, no entanto, disse que o assunto precisa ser tratado no Poder Legislativo e defendeu agravamento de pena para crimes violentos com motivações homofóbicas.

Bolsonaro voltou a defender a presença de um ministro evangélico. "Ainda mais depois da decisão de ontem".

No dia 31 de maio, ao comentar a julgamento sobre criminalização da homofobia , o presidente já havia emitido opinião semelhante.

"O Supremo Tribunal Federal agora está discutindo se homofobia pode ser tipificada como racismo. Desculpem, ministros do Supremo Tribunal Federal, a quem eu respeito, e jamais atacaria um outro Poder. Mas, ao que parece, estão legislando. O Estado é laico, mas eu sou cristão. Como todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, existe algum, entre os 11 ministros, evangélico, cristão assumido? Não me vem à imprensa dizer que quero misturar Justiça com religião. Será que não está na hora de termos um ministro do Supremo Tribunal Federal evangélico?", questionou.

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Ainda durante o café da manhã desta sexta-feira, Bolsonaro comentou o desligamento do ex-ministro Santos Cruz, as conversas vazadas do ministro da Justiça Sergio Moro e as articulações da reforma da Previdência.