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Aprovação caiu de 60%, em maio, para 50,4%. A pesquisa, realizada entre 10 de junho e esta quarta-feira, foi divulgada pelo jornal Valor Econômico

Moro
Myke Sena/Agência O Globo
Conversas de Moro com o procurador do MPF Deltan Dallagnol levantam suspeitas sobre condenações da Lava Jato

A avaliação positiva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro , caiu 10 pontos percentuais após a divulgação de mensagens entre ele e o coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, pelo site 'The Intercept'. A taxa caiu de 60%, em maio, para 50,4%. A pesquisa, realizada entre 10 de junho e esta quarta-feira, foi realizada pela consultoria Atlas Político e divulgada pelo jornal Valor Econômico.

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A pesquisa foi realizada com 2 mil entrevistas pela internet e tem margem de erro de dois pontos. Mesmo com a queda, o ministro da Justiça é a figura pública mais bem avaliada do país. Ele está empatado tecnicamente com o presidente Jair Bolsonaro que tem 50,3% de aprovação.

Gilmar Mendes diz que conversa entre Moro e Dallagnol anula condenação de Lula
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse à revista Época que as mensagens trocadas entre o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, podem anular a condenação do ex-presidente Lula.

"Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação", disse o ministro do Supremo referindo-se a aparente colaboração entre os dois.

Para o ministro, juiz e procurador cometeram crime. "Um diz que, para levar uma pessoa para depor, eles iriam simular uma denúncia anônima. Aí o Moro diz: ‘Formaliza isso’. Isso é crime”, disse. No trecho referido, o juiz Moro indica a Dallagnol uma fonte que estaria disposta a falar sobre o caso Lula.

“Entao. Seguinte. Fonte me informou que a pessoa do contato estaria incomodado por ter sidoa ela solicitada a lavratura de minutas de escrituras para transferências de propriedade de um dos filhos do ex Presidente. Aparentemente a pessoa estaria disposta a prestar a informação. Estou entao repassando. A fonte é seria”, teria escrito Moro em 7 de dezembro de 2015.

“Obrigado!! Faremos contato”, respondeu Dallagnol pouco depois. “E seriam dezenas de imóveis”, acrescentou o juiz. O procurador disse que a fonte não quis falar. “Estou pensando em fazer uma intimação oficial até, com base em notícia apócrifa”, completou Dallagnol. O juiz Sergio Moro endossou a estratégia: “Melhor formalizar entao”, escreveu o ministro da Justiça na época.

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“Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime”, declarou Gilmar Mendes à revista. Ele é crítico ao que chama de “modelo de Curitiba” de combate à corrupção.