Tamanho do texto

Ministro celebra redução nos registros de homicídios, estupros, roubos e furtos e rebate revelação de conversas com coordenador da Lava-Jato

Moro
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Sérgio Moro comentou vazamentos de conversas da Lava Jato

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro apresentou, na manhã desta quarta-feira (12), um balanço de crimes cometidos no primeiro bimestre. Ao concluir que houve redução em casos de homicídios, estupros, roubos e furtos, o ex-juiz da Lava Jato em Curitiba afirmou que "hackers não vão interferir" em sua "missão" no governo federal.

No último domingo, o site The Intercept Brasil divulgou conversas que Moro teve com o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol entre 2016 e 2017. Nas mensagens, o então juiz sugere a troca de ordem de operações, cita o nome de uma fonte que podia ser ouvida pelo MPF e conversa sobre a aprovação de requerimentos da acusação. Moro e Deltan alegam que foram  vítimas de um ataque criminoso de um hacker e negam que tenham combinado a atuação da Lava-Jato.

Ao publicar dados que indicam a queda da criminalidade no Brasil no primeiro bimestre deste ano, o ministro fez algumas ressalvas, citando também o vazamento das conversas. "Hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos não vão interferir na missão", afirmou Moro em sua conta do Twitter.


Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), roubos de carga caíram 40,6% entre o primeiro bimestre de 2019 e o mesmo período do ano anterior. Roubos de carro caíram 28,3%. Houve redução de 23% nos casos de homicídio e de 7% nos registros de estupros.

Leia também: Moro se preocupa com superexposição e desdobramentos de vazamento, diz fonte

Ao comentar os dados, Moro admitiu que "os números ainda são altos" e ponderou que "muitos fatores influenciam a queda, o mérito não é só do governo federal". Segundo ele, a aprovação do pacote anticrime que enviou ao Congresso ajudaria ainda mais a aumentar a queda nos índices criminais. Mas o ministro disse respeitar a prioridade de tramitação da reforma da Previdência.