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Terceiro colocado nas eleições de 2018 alegou que Lava Jato condenou 'sem provas' e defendeu que instituições nacionais devem 'passar o Brasil a limpo'

Ciro
Reprodução/Globonews
Ciro Gomes usou as redes sociais para criticar Moro, Dallagnol e integrantes do MPF

O terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, Ciro Gomes (PDT), usou suas redes sociais nesta segunda-feira (10) para criticar a condução da Operação Lava Jato e a “condenação sem provas objetivas” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As mensagens foram publicadas pelo pedetista em reação ao vazamento de conversas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ministro da Justiça, Sergio Moro, publicadas pelo site The Intercept Brasil .

“Durante todo o desenrolar da Operação Lava Jato, sempre expus o que pensava de forma muito clara: o excesso de aplausos, as gravatinhas borboletas e, até, condenações sem provas objetivas, cobrariam seu preço”, escreveu Ciro no Twitter. “Também sempre deixei claro que o Brasil carecia de investigações e punições aos grandes saqueadores da nação. E alertei mais de uma vez: os erros, os desmandos, gerariam de um lado injustiças e, de outro, nulidades que garantiriam liberdade a culpados.”

Segundo outro tweet de Ciro, o ex-presidente Lula  é o “mais notável atingido pela Lava Jato”, mas seus defensores deveriam se lembrar dos demais políticos presos que poderiam se beneficiar do vazamento de informação, como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Antonio Palocci.

O ex-presidenciável também afirmou que foi ”atacado por todos os lados”, mas que continuou defendendo sua opinião por saber que “a história comprovaria” o que dizia e confiou às instituições brasileiras (Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional) o papel de “passar o Brasil a limpo”.

Leia também: PDT quer abrir CPI no Congresso para apurar conversas entre Moro e Dallagnol

Segundo a reportagem publicada neste domingo (9) pelo The Intercept Brasil , Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um tríplex da empreiteira OAS como propina. Em outra matéria, o site ainda informou que Moro teria outra função na operação além do seu papel de juiz. " Moro sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos", escreveu o site.

Confira abaixo a sequência de tweets publicados por Ciro Gomes:

6- Por essa razão, espero que as instituições brasileiras funcionem: Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, STF e Congresso Nacional, devem se debruçar sobre o assunto, investigar e passar o Brasil a limpo.

— Ciro Gomes (@cirogomes)
10 de junho de 2019
$" target="_blank" data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-06-10/lava-jato-reafirma-imparcialidade-e-diz-que-mensagens-estao-fora-de-contexto.html

6- Por essa razão, espero que as instituições brasileiras funcionem: Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, STF e Congresso Nacional, devem se debruçar sobre o assunto, investigar e passar o Brasil a limpo.

— Ciro Gomes (@cirogomes) 10 de junho de 2019
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