Tamanho do texto

Em meio a gritos de "fujão" e "fica", ministro alegou ter outro compromisso e decidiu deixar sessão em homenagem ao Dia Mundia do Meio Ambiente

salles
Jorge William/Agência O Globo
Ministro do Meio Ambiente tentou justificar "desmonte" da pasta durante sessão no Senado

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi vaiado enquanto discursava em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente no Senado, na manhã desta quinta-feira (6). Após o acontecido, o ministro se retirou da sessão solene, alegando ter outro compromisso, enquanto alguns dos presentes o chamavam de “fujão”.

Leia também: Ministério volta atrás e anuncia participação em evento sobre o clima

Durante o discurso, Salles tentou justificar o que tem sido apontado como um “d esmonte ” da pasta , afirmando que isso seria uma herança de governos anteriores e que o que houve não foi o enfraquecimento da fiscalização ambiental, mas sim uma mudança de “gestão”, a fim que fosse buscada a maior eficiência na aplicação dos recursos.

O ministro ainda disse que nem ele, nem o presidente Jair Bolsonaro (PSL), negam as condições climáticas atuais e, por isso, o País se manteve no Acordo de Paris. Ao terminar o discurso, Salles foi vaiado e decidiu sair da sessão, inclusive sobre gritos de “fica” e “fujão”.

Entre os presentes estavam ambientalistas , ativistas, povos indígenas, representantes da sociedade civil, entre outros grupos. Enquanto acompanhavam a fala do ministro, alguns chegaram a virar de costas para Salles. À imprensa, o ministro foi questionado sobre as vaias e respondeu que “a democracia é assim, cada um pode ter a reação que quiser”.

Leia também: Salles nomeia militares para acabar com “arcabouço ideológico” no Ministério

O líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegou a tentar convencer Salles a ficar na sessão e ouvir seu discurso, mas seu pedido não foi atendido. Na tribuna, Randolfe criticou o ministro e chegou, inclusive a fazer um pedido de impeachment, alegando que Salles havia mentido no Senado.