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Rodrigo Maia, foi um dos alvos dos protestos a favor do governo Bolsonaro deste domingo; para Maia, manifestações mostram que democracia está viva

Rodrigo Maia
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Rodrigo Maia foi um dos principais alvos das manifestações do último domingo

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou nesta terça-feira (28) que as manifestações do último domingo,em apoio ao governo Jair Bolsonaro e as ocorridas no dia 15, contra cortes na educação, são legítimas e mostram que a democracia brasileira está viva. 

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Maia admitiu, no entanto, que ambos os movimentos passam mensagens que devem ser entendidas pela classe política. O presidente da Câmara foi um dos principais alvos das críticas de manifestantes em atos realizados no último domingo.

"Toda manifestação é legítima, democrática, mostra que a democracia está viva. Todas elas vêm com uma mensagem. Cada um tem que saber avaliar as mensagens, respeitando a posição de cada um. Elas (as manifestações), tanto a da educação quanto a de domingo, mostram que a nossa democracia vive e que os brasileiros têm todo o direito de se manifestar e criticar", disse o demista, após encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O presidente da Câmara defendeu que a classe política deve se relacionar com todos os setores da sociedade. "Sempre que vem uma mensagem para a política, a política tem que estar conectada com a sociedade. Com a parte que foi domingo, com a parte que foi dia 15, com a parte que vai dia 30".

Mais cedo, Maia  participou de café da manhã no Palácio da Alvorada com os presidentes da República, Jair Bolsonaro , do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para tratar de um pacto entre os três poderes . O deputado negou que o pacto seja um desdobramento das manifestações recentes nas ruas.

"O presidente Toffoli propôs o pacto entre os poderes há dois meses. Não foi após as manifestações", disse.

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Por sua vez, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que é do mesmo partido de Maia , disse que será assinado um "pacto de entendimento e metas" entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para projetos prioritários e a retomada do crescimento do país.