Tamanho do texto

Deputada mais votada da história saiu do grupo de Whatsapp da bancada do partido na Assembleia Legislativa de SP (Alesp): "Vocês estão sendo cegos"

Janaina Paschoal
Carol Jacob/Alesp
Irritada com postura de Bolsonaro, Janaina Paschoal ameaçou deixar bancada do PSL

Contrariada com a postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) falou neste domingo (19) em deixar o PSL em mensagem enviada para o grupo de Whatsapp da bancada do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

“Amigos, vocês estão sendo cegos. Estou saindo do grupo, vou ver como faço para sair da bancada. Acho que os ajudei na eleição, mas preciso pensar no país. Isso tudo é responsabilidade”, escreveu Janaina Paschoal , segundo assessores da bancada.

Após enviar a mensagem, Janaina saiu do grupo. Deputada estadual mais votada na eleição do ano passado, com 1,81 milhão de votos,  a parlamentar vinha se manifestando nos últimos dias contra a convocação para um ato de apoio ao presidente no próximo domingo.

"Essas manifestações não têm racionalidade. O presidente foi eleito para governar nas regras democráticas, nos termos da constituição federal. Propositalmente, ele está confundindo discussões democráticas com toma-lá-dá-cá", escreveu no Twitter no domingo (19).

Na mesma sequência de postagens, Janaina prosseguiu: "Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita".

Para Janaina, as manifestações podem levar o país ao caos. "O que ele (Bolsonaro) quer? Não tem cabimento deputados eleitos legitimamente fugirem das dificuldades de convencer os colegas (ser Parlamentar é dificil) e ficarem instigando o povo a gerar o caos."

Ainda na avaliação da deputada estadual, que foi uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o problema de Bolsonaro são os seus filhos e alguns assessores. "Mas quem o está colocando em risco é ele, os filhos dele e alguns assessores que o cercam. Acordem! Dia 26, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá que parar de fazer drama para trabalhar", acrescentou Janaina Paschoal .