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General saiu em defesa do presidente e argumentou que o fato de Bolsonaro ter enviado o artigo a grupos de WhatsApp não significa que ele o endosse

bolsonaro e mourão
Reprodução/Flickr do Planalto
Na visão de Mourão, o fato de Bolsonaro ter distribuído a mensagem em grupos de WhatsApp não significa um endosso

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse neste domingo (19) que o texto compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) há dois dias, que descreve o Brasil como "ingovernável" sem conchavos , reflete as “angústias” causadas pelas dificuldades de dirigir o País. O general ressaltou, porém, que o fato de o presidente ter distribuído a mensagem em grupos de WhatsApp não significa um endosso.

"Eu acho que o presidente apenas mostrou a parte das angústias que se vive quando você governa um país como o Brasil, com todas as suas variedade e o multilateralismo que tem lá dentro", disse Mourão ao Globo , horas depois de desembarcar na China. "Acho que o presidente ali não quis dizer que ele julgue isso, ele apenas colocou aquele texto, só isso."

Mourão desconsiderou especulações motivadas pelo texto compartilhado pelo presidente, como a de que ele estaria ensaiando uma renúncia ou um auto-golpe , menos de cinco meses após assumir o cargo. Lembrado de que quando Jânio Quadros renunciou à Presidência, em 1961, seu vice, João Goulart, também estava em visita à China, Mourão não comentou a coincidência, e negou qualquer semelhança.

"Não vejo dessa forma. Eu só tomei conhecimento disso quando eu já estava viajando, foi na sexta-feira que o presidente compartilhou esse documento, que é algo que foi escrito por alguém que tem acesso às redes", explicou o vice-presidente.

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Após uma curta passagem pelo Líbano, Mourão desembarcou em Pequim para uma visita que culminará com a reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto nível de Concertação (Cosban), principal mecanismo permanente de diálogo entre os dois países, que ocorre na quinta-feira (23). Para o dia seguinte, está programado um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping , horas antes do retorno ao Brasil, com parada prevista na Itália.