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Sugestão de iniciativa popular conseguiu apoios e está em análise na Comissão de Direitos Humanos do Senado; autor que fim do “charlatanismo”

Senado
Pedro França/ Agência Senado
Comissão de Direitos Humanos do Senado analisa a proposta de criminalização do coaching

Uma Sugestão Legislativa levada ao Senado propõe a criminalização da prática de coaching. A sugestão nº 26 de 2019 é uma iniciativa popular, registrada por William Menezes, cidadão de Sergipe, no portal e-Cidadania, do Senado Federal.

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“Se tornada lei, não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido”, escreveu William sobre a ideia que enviou ao Senado . Ele justificou que com a proposta quer proibir “propagandas enganosas como ‘reprogramação de DNA’ e ‘cura quântica’, que desrespeitam o trabalho científico e metódico de terapêutas e outros profissionais das mais variadas áreas.”

Por meio deste portal qualquer pessoa pode registrar uma Ideia Legislativa e, caso ela obtenha ao menos 20 mil apoios, é automaticamente enviada ao Senado para análise. A ideia publicada no dia 15 de abril recebeu 24.232 apoios em apenas oito dias, muito antes do tempo limite, que era o dia 13 de agosto.

Atualmente a matéria que propõe criminalizar o coaching tramita na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado , e está aguardando a designação de um relator. O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), chegou a designar o senador Eduardo Girão (Pode-CE) para a relatoria, mas o cearense devolveu a matéria.

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‘Coaching’ é uma palavra que deriva do termo em inglês “coach”, que pode ser usado para se referir a um professor, tutor ou mentor. Ela designa o ato de guiar ou aconselhar alguém. No Brasil, o coaching tem se tornado popular a medida que cada vez mais pessoas buscam o serviço de alguém que promete auxiliá-las em seu desenvolvimento pessoal e profissional.