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Segundo deputado Delegado Waldir, Congresso não tem mais como fugir da pauta da Legítima Defesa: "não dá para ter compaixão com os criminosos"

Deputado Delegado Waldir
Antônio Augusto/Câmara dos Deputados
em entrevista, líder do PSL na Câmara disse que bancada da Segurança Pública vai brigar pela pauta

O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir, afirmou que o Congresso não tem mais como fugir da discussão do "Estatuto da Legítima Defesa". O parlamentar faz referência ao Projeto de Lei 3.722/2012, que revoga o Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003. A matéria já passou pelas comissões e está pronta para ser votada no plenário da Câmara.

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"Com certeza vamos buscar o presidente da Casa, Rodrigo Maia. Tudo tramita nesta Casa a partir da decisão pessoal dele. Vamos para o diálogo e queremos construir a aprovação do estatuto. Queremos apenas que o parlamento decida. Quem for contrário se manifeste. Quem for favorável se manifeste. Vamos dar a possibilidade de o cidadão de bem poder portar suas armas ", afirmou Waldir.

"Um país onde o cidadão tem direito a ter armas é um país onde você ter á direito à vida", disse o deputado , em entrevista à jornalista Roseann Kennedy, no programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar nesta terça-feira (14), às 23h.

Na avaliação dele, “não dá para ter compaixão com criminoso”. "Nós temos que permitir que eu, você, possamos nos defender. De repente sua mulher está sendo estuprada, seu filho assaltado e você tem o direito de defender a sua vida , a da sua família e de terceiros".

O deputado Delegado Waldir disse acreditar que outras matérias da área de segurança pública avançarão no Congresso durante o governo de Jair Bolsonaro e ressaltou que a venda e o porte de armas continuarão sendo submetidos a regras.

"Não vamos ter armas sendo vendidas em mercearias, botecos e bares. Tudo vai ser regulamentado, com idade mínima, exigência de cursos preparatórios. Quando você vai tirar uma carteira de habilitação, você tem uma série de requisitos, faz um curso pra isso. O porte de armas é da mesma forma", comparou.

O líder do PSL também rebateu críticas da oposição sobre a atual gestão. "Nesse primeiro trimestre tivemos redução no número de mortos. Então, tudo aquilo que a oposição falava - que Brasil iria virar um faroeste - está sendo engolido pelos fatos. Hoje , o bandido já está mais temeroso de entrar em sua residência, de invadir sua propriedade rural", disse o parlamentar que também defende que ruralistas possam usar armas para expulsar invasores de suas propriedades.

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Lugar de punição

O deputado é a favor de um esquema prisional militarizado e diz que o atual modelo ressocializador não funciona. "Sei que vamos gerar polêmica. Mas, cadeia é lugar de punição. Depois da punição você pode trabalhar o estudo, o trabalho, a indenização da vítima. O nosso país, a nossa Constituição hoje garante muitos direitos e nós não temos punição. Aquele que erra tem de saber que ter á punição e não pode ser punição branda. Com garantias de integridade, mas sem privilégios", afirma.

O parlamentar diz que fica feliz de ser chamado de integrante da bancada da bala. "Sempre falo: me orgulho de ser da bancada da bala, mas eu não sou da bancada da mala", provoca, com referência indireta a escândalos de corrupção já registrados no país.

Deputado federal mais votado em Goiás em 2014 e 2018, ele ressaltou que a bancada da segurança pública é uma das maiores da Câmara , mas observa que a população também deve cobrar o andamento das propostas.

Ele lembra que a PEC da redução da maioridade penal, por exemplo, foi aprovada em dois turnos na Câmara, após ficar parada por mais de 24 anos, e diz que agora é preciso pressionar os senadores. O delegado diz que trabalha para aprovação de um projeto que amplia o tempo de internação de menores infratores para até nove anos.

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