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Governador de SP classificou críticas feitas por Bill de Blasio como um 'erro' e disse que 'veto' a homenagem a Bolsonaro 'não faz jus a regime de liberdade'

Selfie de Doria e Bolsonaro
Marcos Corrêa/Presidência da República
João Doria e Jair Bolsonaro estarão no Texas (EUA) nesta semana

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, durante visita à cidade, nesta segunda-feira (13). Questionado sobre as  manifestações de Blasio atacando o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Doria disse que o prefeito nova-iorquino "exacerbou" e "não fez juz a um regime de liberdade."

"Entendo que o prefeito de Nova York exacerbou na sua condição de prefeito ao condenar e fazer manifestações nas redes sociais e mesmo na imprensa. Nova York, onde eu mesmo já vivi, é uma cidade aberta, uma cidade da liberdade de expressão. Não cabe a um prefeito fazer avaliações sobre esta ou aquela tendência de um presidente da República", disse João Doria.

"Entendo que ele cometeu um erro, exagerou na sua condição política e não fez jus a um refime de liberdade onde Nova York é o seu maior símbolo, a partir da própria Estátua da Liberdade, que está na entrada da baía da cidade de Nova York", completou o tucano.

Crítico de Bolsonaro , Blasio 'patrocinou' campanhas para boicotar a premiação de "Personalidade do Ano" que seria oferecida ao presidente brasileiro pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York. Na ocasião, o prefeito usou as redes sociais para chamar Bolsonaro de "homofóbico com orgulho"  e foi rebatido pelo próprio presidente. 

A premiação agora será oferecida, nesta semana, em Dallas, no Texas . Doria, que foi a Nova York para encontros com investidores e empresários e para visitar a sede do FBI, disse que vai à cerimônia.

O governador paulista também voltou a se dizer otimista com a aprovação da reforma da Previdência, "entre o final de agosto e o início de setembro". Segundo avalia João Doria , a medida será capaz de atrair investimentos "que estão represados", o que fará com que o País "deixa para trás essa triste memória da recessão e do desemprego".